VIDA,
AÇÕES E REAÇÕES DOS PAPAS
Joaquim
de Siqueira Nunes
Os Papados Mais Longos:
São Pedro: Considerado
por muitos o mais longo, com aproximadamente 34 anos (33-67 d.C.), mas com
registros incertos.
Pio IX: 31 anos, 7 meses e
23 dias (1846-1878).
João Paulo II: 26 anos, 5
meses e 17 dias (1978-2005).
Leão XIII: 25 anos, 5
meses (1878-1903).
Pio VI: 24 anos, 6 meses
e 14 dias (1775-1799).
Adriano I: 23 anos, 10
meses e 24 dias (772-795).
Menor tempo:
João Paulo I: Detém o
recorde de papado mais curto, durando apenas 33 dias em 1978.
Legenda: Vermelho = negativo
001-São Pedro,
mártir (Ano 33 a 67 = 34 anos). Simão, Galiléia.
Fixou sede primeiro em Antioquia, transferiu para
Roma onde ficou preso por um tempo. Voltou a Jerusalém onde presidiu o 1º
Concílio da Igreja. Retornou a Roma por volta de 65 junto com Paulo. Dois anos
depois foi preso e crucificado pelo imperador Nero (de cabeça para baixo, não
como Jesus).
002-São Lino,
mártir (67 a 76). Convertido por Pedro. Consagrou 15 primeiros bispos.
003-Santo Anacleto
(Cleto), mártir (76 a 88). Convertido por Pedro. Construiu oratório destinado à
sepultura dos santos mártires no território do Vaticano, onde se encontra os
restos mortais de Pedro, sobre os quais depois foi construída a Basílica de São
Pedro.
004-São Clemente I,
mártir (88 a 97). Reconstituiu o uso da confirmação, sacramento da Crisma,
segundo o rito de São Pedro. Iniciou o uso, nas cerimônias religiosas, o Amém.
005-Santo Evaristo,
mártir (97 a 105). Devido a expansão dos cristãos, dividiu as cidades em
paróquias.
006-Santo Alexandre I,
mártir (105 a 115). Atribui-se a ele a instituição da água benta e a ordem de
que as hóstias fossem feitas exclusivamente de pão ázimo.
007-São Sisto I
(115 a 125). Prescreveu que o sanguíneo fosse de linho. Estabeleceu que se
cantasse o Triságio (Santo, Santo, Santo).
008-São Telésforo, mártir (125 a 136).
Compôs o hino Gloria in Excelsis Deo,
instituiu o jejum 7 semanas antes da Páscoa. Introduziu novas orações durante a
Missa.
009-Santo Higino,
mártir (136 a 140). Determinou atribuições para o clero e definiu graus da
hierarquia eclesiástica. Estabeleceu no batismo dos recém-nascidos um padrinho
e uma madrinha.
010-São Pio I,
mártir (140 a 155). Atribui-se a ele a festa da Páscoa no domingo após o
plenilúnio (lua cheia) de março. Muito importantes suas orientações para a
conversão dos judeus.
011-Santo Aniceto
(155 a 166). Confirmou definitivamente a celebração da Páscoa no domingo,
segundo a tradição de São Pedro.
012-São Sotero
(166 a 175). Confirmou que o matrimônio é realmente um sacramento, todavia sem
valor algum a não ser com a benção de um sacerdote. Foi designado o papa da
caridade.
013-Santo
Eleutério, mártir (175 a 189). Suprimiu alguns costumes hebraicos sobre a
pureza e impureza das carnes.
014-São Vitor I,
mártir (189 a 199). Foi notável contra os bispos da Ásia e África para que a
festa da Páscoa fosse celebrada conforme o rito romano e não com o hebraico.
015-São Zeferino,
mártir (199 a 217). Estabeleceu que os jovens, após 14 anos de idade, fizessem
1ª Comunhão na Páscoa. Introduziu o uso da patena e cálice de cristal.
016-São Calisto I,
mártir (217 a 222). Mandou construir as catacumbas da Via Apiana,
onde foram enterrados 46 papas e em torno de 200 mil mártires. Lutou contra a
heresia do Sabelianismo e o cisma de Hipólito. Espancado até a morte num motim
popular, foi lançado num poço, onde se ergueu uma igreja chamada Santa Maria,
em Trastevere.
017-Santo Urbano I,
mártir (222 a 230). Conseguiu a conversão de Santa Cecília em 230, padroeira
dos músicos.
018-São Ponciano,
mártir (230 a 235). Ordenou o canto dos Salmos e uso da saudação Dominus vobiscum. Exilado nas minas da Sardenha, onde morreu pelas
atrocidades sofridas.
019-Santo Antero,
mártir (21/11/235 a 3/1/236). Ordenou que as relíquias dos mártires fossem
recolhidas e conservadas numa igreja num local chamado Serinium
(Escrínio). Foi martirizado por ordem de Máximo, imperador, um bárbaro da
Trácia.
020-São Fabiano,
mártir (10/1/236 a 20/1/250). Organizou o quadro religioso de Roma, dividindo a
cidade em sete regiões e designando um diácono para cada uma.
021-São Cornélio,
mártir (março 251 a junho 253). Houve certa dissensão entre os cristãos, por
sua posição a favor da absolvição dos apóstatas contra a fé. Pela reação de Novaciano, estabeleceu-se o primeiro
cisma e elegeu-se antipapa por uma simples minoria. Num sínodo
(assembleia para decidir algo), os bispos aprovaram a determinação do papa e o
antipapa foi excomungado.
022-São Lúcio I
(25/6/253 a 5/3/254).
No início do seu governo,
exilou-se, mas voltou ao trono em Roma após a morte do imperador Galo.
023-Santo Estevão I,
mártir (12/5/254 a 2/8/257). Organizou refeições para os necessitados. Foi
levado ao Sinédrio pelos judeus que se indignaram com suas boas obras e até de
seus milagres.
024-São Sisto II,
mártir (30/8/257 a 6/8/258). Solucionou uma controvérsia do batismo dos
hereges. Foi um dos primeiros entre as vítimas da perseguição de Valeriano.
Efetuou a trasladação dos restos de Pedro e Paulo.
025-São Dionísio,
mártir (22/7/259 a 26/12/268). Reorganizou as comunidades romanas e obteve de Galieno, filho de Valeriano, a liberdade para os cristãos.
026-São Félix I,
mártir (5/1/269 a 30/12/274). Consolidou as 2 naturezas de Jesus: divindade e
humanidade. Deu início ao costume de enterrar os mártires sob o altar das
igrejas. Houve o cisma de Antíoco e perseguição de
Aureliano.
027-Santo Eutiquiano (4/1/275 a 17/12/283).
Mártires cobertos por uma espécie de dalmática, túnica usada pelos imperadores
romanos.
028-São Caio,
mártir (17/12/283 a 22/4/296). Estabeleceu que ninguém fosse ordenado bispo,
sem antes passar pelos graus de leitor, acólito, subdiácono, diácono e
sacerdote.
029-São Marcelino
(30/6/296 a 25/10/304). Defrontou-se com a perseguição dos cristãos sob as
ordens de Diocleciano, época de máxima violência, incêndio de templos e textos
sagrados. Algumas vítimas: Santas Lúcia, Inês, Bibiana, São Sebastião e Santo
Luciano.
030-São Marcelo I
(27/5/308 a 16/1/309). Houve a sede vacante de Roma de 304 a 308. Estabeleceu
que concílio algum fosse realizado sem sua autorização, ou seja com ordem
somente do bispo de Roma.
031-Santo Eusébio,
mártir (18/4/309 a 310). Continuaram as polêmicas sobre os apóstatas (renegam a
crença) que levaram a Igreja a bordo do cisma.
032-São Melquíades
(2/7/311 a 314). Apreciou, sob o governo de Constantino, o triunfo do
Cristianismo. Tornou-se religião oficial do Estado. O imperador teve uma visão
de uma cruz que apareceu nos ares “in hoc signo vinces”
(com este sinal vencerás) e continuou marchando contra Maxêncio
que também estava interessado na coroa do império. Constantino venceu. Houve
liberdade religiosa, devolução dos bens da Igreja, início do pão bento e
construção da basílica de São João.
033-São Silvestre I
(31/1/314 a 31/12/335). Aconteceu o Concílio de Nicéia: divindade de Jesus
Cristo, formulou o Credo de Nicéia. Para lembrar a Ressurreição, instituiu o
domingo.
034-São Marcos
(18/1/336 a 7/10/336). Instituiu o pálio, uma faixa de lã branca, guarnecida
com diversas cruzes pretas. Fixou o primeiro calendário das festas religiosas.
035-São Júlio I
(6/2/337 a 12/4/352). Fixou para a Igreja do Oriente a celebração do Natal no
dia 25 de dezembro e não 6 de janeiro. Considerado do fundador do arquivo da
Santa Sé, por ter ordenado a conservação dos documentos da Igreja.
036-Libério
(17/5/352 a 24/9/366). Lançou os alicerces da Basílica de Santa Maria Maior.
Por não concordar com certas exigências do arianismo (do presbítero Ário que é
uma doutrina cristológica antitrinitária que nega a divindade plena e a
eternidade de Jesus Cristo), contrárias ao Concílio de Nicéia, foi exilado para
a Trácia pelo imperador Constantino II que fez eleger um antipapa, Félix II.
Houve uma negociação e ele retornou a Roma como papa.
037-São Dâmaso I
(1/10/366 a 11/12/384). São Jerônimo lhe atribuiu a iniciativa de fazer a
versão hebraica para o latim das Sagradas Escrituras chamada de Vulgata.
038-São Sirício (15/12/384 a 26/11/399). Primeiro
após São Pedro que adotou o título de “papa”. Aprovou a necessidade do celibato
para os sacerdotes e diáconos.
039-Santo Anastácio I
(27/11/399 a 19/12/401). Pacificou os cismas
entre Roma e a Igreja de Antioquia. Determinou que os
sacerdotes ficassem de pé durante a leitura do Evangelho.
040-Santo Inocêncio I
(22/12/401 a 12/03/417). É um dos maiores papas da antiguidade
cristã e defensor do primado de Pedro. Combateu a heresia, estabeleceu a
observância dos ritos romanos no Ocidente. São Jerônimo afirmou na época:
“Guardai a fé de Inocêncio que se assenta na cátedra apostólica...Não sigais
outra doutrina por mais sábia e sedutora que vos pareça”.
041-São Zósimo (18/3/417 a 26/12/418). Temperamento
forte reivindicou o poder da Igreja contra as ingerências alheias. Enviou
vigários para a Galiléia.
042-São Bonifácio I
(28/12/418 a 14/9/422). Demorou ser consagrado papa pois teve
dupla eleição, antipapa Eulálio. O imperador confirmou o poder de Bonifácio,
com o apoio dos presbíteros e Eulálio foi expulso de Roma. A intervenção de
Carlos de Ravena marcou o início da introdução do poder civil na eleição do
papa.
043-São Celestino I
(10/9/422 a 27/7/432). Proclamou o 3º concílio ecumênico de
Éfeso, em que foram condenados os sectários de Nestório, por não concordarem
com o título da Virgem Maria de “Genitora de Deus”. Afirmavam que era apenas a
“Genitora de Jesus”.
044-São Sisto III
(31/7/432 a 19/8/440). Ampliou os mosaicos da basílica de
Santa Maria Maior e São Lourenço. Foi autor de várias epístolas.
045-São Leão I, o Grande
(29/11/440 a 10/9/461). Dirigiu os destinos da Igreja com
muita confiança em Deus e como salvador da civilização ocidental. Confrontou Átila,”o flagelo de Deus” e exigiu
a retirada das portas de Roma. As mais lindas orações do missal são de sua
autoria.
046-Santo Hilário
(19/11/461 a 29/2/468). Continuou a ação do antecessor e a
luta contra o arianismo. Estabeleceu que para ser sacerdote, o indivíduo tinha
que ter uma profunda cultura. Fundou um vicariato na Espanha.
047-São Simplício
(3/3/468 a 10/3/483). Combateu o monofisismo que reconhecia
em Cristo somente uma natureza: a divina. Desse cisma
havia sido fundadas 3 igrejas independentes: Armênia, a Jacobita
(da Síria), e a copta (do Egito e da Etiópia). Regulamentou a distribuição de
esmolas aos peregrinos e a novas igrejas.
048-São Félix III
(13/3/483 a 1/3/492). Sentiu profundamente a luta contínua
pelos patriarcados.
049-São Gelásio I
(1/3/492 a 21/11/496). Instituiu o Código Eclesiástico para
padronizar as funções e ritos de várias igrejas. Defendeu a supremacia da
Igreja ante a de rei. Introduziu o Kyrie eleison
(Senhor tende misericórdia de nós) no início das Missas. Considerado “pai dos
pobres”.
050-Anastácio II
(24/11/496 a 19/11/498). Foi fraco na luta contra os
monofisistas, e por isso foi acusado de heresia. Dante Alighieri o colocou no
“inferno” numa das três partes de seu poema A Divina Comédia (composto em
1308).
051-São Símaco (22/11/498 a 19/7/514). Sofreu pela
dupla eleição: uma minoria elegeu o antipapa Lourenço que depois se afastou de
Roma por ordem de Teodorico. Resgatou os escravos, dando liberdade. Atribui-se
a ele a primeira construção do Palácio Vaticano.
052-Santo Hormisdas (20/7/514 a 6/8/523).
Sofreu com as influências dos hereges monofisistas apoiados por Bizâncio.
Estabeleceu que os Bispos fossem elevados ao poder por outorga e não através de
privilégios. São Bento fundou a Ordem dos Beneditinos.
053-São João I (13/8/523
a 18/5/526). Para reconciliação entre as Igrejas do Oriente e Ocidente,
Teodoro, rei dos godos, forçou João I deixar Roma e ir para Constantinopla. Foi
o primeiro papa a ficar em Constantinopla.
054-São Félix IV (12/7/526
a 22/9/530). Foi nomeado arbitrariamente por Teodorico. Ordenou a construção da
igreja de São Cosme e Damião.
055-Bonifácio II (22/9/530
a 17/10/532). Foi indicado por Félix IV, ainda reinante. De origem gótica,
considerado bárbaro e estrangeiro, seus adversários elegeram um antipapa Dióscoro, que faleceu no mês seguinte.
056-João II (2/4/533
a 8/5/535). Chamava-se desde o nascimento de Mercúrio e foi o primeiro papa a
mudar de nome, pois o seu era de uma divindade pagã. Por um édito (ou edito) do
rei Atalarico, o pontífice foi reconhecido chefe dos
bispos do mundo inteiro.
057-Santo Agapito I (13/5/535
a 22/4/536). Viajou em missão a Constantinopla. Morreu envenenado.
058-São Silvério, mártir (1/6/536
a 2/12/537). Os exércitos bizantinos de Justiniano entraram em Roma. Foi
exilado. Foi obrigado a renunciar um mês antes de ser assassinado.
059-Virgílio
(29/3/537
a 7/6/555). Considerado propenso à ambição. Mesmo estando em Constantinopla
recusou participar do concílio, constituído pelo imperador, foi excomungado.
Por muitas humilhações, resolveu reconhecer o concílio, como 5º concílio
ecumênico, merecendo assim, a anulação da excomunhão e o retorno a Roma. Morreu
durante a viagem.
060-Pelágio I (16/4/556
a 4/3/561). Sua elevação ao pontificado sofreu influência de Justiniano, sendo
a Itália na época, uma província do Império Bizantino. Mandou construir a
igreja dos Santos Apóstolos em Roma.
061-João III (Catelinus) 17/7/561 a 13/7/574. Aguardou a aprovação do
imperador, que considerava Roma um simples patriarcado ocidental incorporado à
Igreja Oriental.
062-Bento I (2/6/575
a 30/7/579). Eleito um ano após a sede ter ficado vacante. Tentou em vão
restabelecer a ordem na Itália e França, conturbadas pelas invasões bárbaras.
063-Pelágio II (26/11/579
a 7/2/590). Prescreveu a reza diária do ofício divino pelos sacerdotes. Morreu
vítima de epidemia após violenta enchente do rio Tibre.
064-São Gregório I, o
Grande (3/9/590 a 12/3/604). Eleito papa por aclamação.
Recebeu o título, o Grande, por sua atuação e realizações inesquecíveis. Enviou
vários monges romanos liderados por Santo Agostinho, à Grã-Bretanha para a
conversão dos anglo-saxões. Empenhou-se em velar pela santidade do clero. A
liturgia deve-lhe várias das lindas orações do missal e o canto gregoriano,
evolução da música sacra.
065-Sabiano (13/11/604
a 22/2/606). Regulamentou o toque dos sinos para anunciar as horas dos ritos,
do recolhimento e da oração. Decretou que se conservasse em todas as igrejas
lâmpadas sempre acesas.
066-Bonifácio III (19/2/607
a 12/11/607). Proibiu que se ocupasse da eleição do novo papa antes que
passasse três dias -depois de nove dias, o novendiale-
da morte do antecessor. Estabeleceu que o único bispo universal fosse o da sede
romana ou, especialmente, o papa.
067-Bonifácio IV (25/8/608
a 8/5/615). Consagrou para o culto cristão o templo pagão, o Panteão,
dedicando-o a Virgem Maria e aos Santos. Instituiu a festa de Todos os Santos
no dia 1º de novembro.
068-São Deodato ou
Adeodato I (10/10/615 a 8/11/618). Notabilizou-se por
sua bondade, curando leprosos e doentes. Foi o 1º a usar o selo pontificial nos decretos. É o mais antigo timbre
pontifício, insígnia, que se conserva no Vaticano.
069-Bonifácio V (23/12/619
a 25/10/625). Seu pontificado se caracterizou por contínuas lutas pela coroa da
Itália. Se esforçou pela catequização da Inglaterra. Neste período, Maomé
anunciou o culto de Alá no Islamismo.
070-Honório I (27/10/625
a 12/10/638). Continuou a obra de São Gregório por sua administração o uso
exemplar dos bens da Igreja. Enviou missionários para quase todo o mundo.
Instituiu a festa da Exaltação da Santa Cruz, a ser comemorada no dia 14 de
setembro.
071-Severino (28/5/640
a 2/8/640). Teve muitos desentendimentos com o imperador bizantino, Heráclio.
Afirma-se que veio a falecer de imenso pesar.
072-João IV (24/12/640
a 12/10/642). Fez transladar para o Palácio de Latrão os mártires Venâncio,
Anastácio e Mauro. Consagrou 28 sacerdotes e 18 bispos.
073-Teodoro I (24/11/642
a 14/5/649). Continuou a luta contra os monotelistas.
Agregou ao nome de Pontífice o título de “soberano” (Sumo Pontífice).
074-São Martinho I,
mártir (5/7/649 a 16/9/655). Convocou em Roma um concílio
condenando os monotelistas. Covardemente preso pelo
imperador herético, Constante, foi conduzido a
Constantinopla. Acusado de revolta contra o imperador, foi condenado a morte,
sendo substituída pelo exílio em Quersoneso, onde,
após vários meses de sofrimento, faleceu.
075-Santo Eugênio I (10/8/654
a 2/6/657). Eleito enquanto vivia no exílio o antecessor. Exerceu autoridade
clerical até a morte do antecessor. Procurou, sem muito resultado, reconciliar
Roma com o Império Bizantino. Ordenou a todos os sacerdotes a prática da
castidade.
076-Vitaliano (30/7/657
a 27/1/672). Enviou núncios para Galiléia, Espanha e
Inglaterra. Normalizou o uso do órgão nas cerimônias religiosas.
077-Adeodato II (11/4/672
a 17/6/676). Com a colaboração dos missionários, desenvolveu uma
importante obra de conversão dos “moronitas”,
representando um povo forte de origem armênia-siríaca estrangeira. Foi o
primeiro a usar nas leituras a fórmula “Salute ed apostolica benedizione”
(Saudações e bênção apostólica).
078-Dono (2/11/676
a 11/4/678). Logrou êxito no combate ao cisma de
Ravena. Incentivou os bispos a cultivar as escolas principiantes de Tréveris na Gália e de Cambridge na Inglaterra.
079-Santo Agatão (27/6/678 a 10/1/681). Travou
relacionamentos com os bispos ingleses e indicou a Irlanda como centro de
cultura. Organizou o 6º concílio ecumênico que repeliu o monotelismo e aplicou
excomunhão ao patriarca de Constantinopla e a Honório I, o 70º papa.
080-São Leão II (17/8/682
a 3/7/683). Instituiu o uso da aspersão da água benta nas cerimônias religiosas
e sobre o povo.
081-São Bento II (26/6/684
a 8/5/685). Conseguiu desligar da Igreja o poder do imperador que havia sido
imposta por Justiniano.
082-João V (23/7/685
a 2/8/686). Expediu ordem a todas as dioceses da Ilha de Sardenha e da Córsega,
reservando somente à Santa Sé o direito de nomear bispos.
083-Cônon (21/10/686
a 21/9/687). Pontificado agitadíssimo pela intensa anarquia que reinava na
Igreja. Sofreu atentados com frequência pelos seguidores do imperador
bizantino. Acredita-se que morreu envenenado.
084-Sérgio I (15/12/687
a 8/9/701). Foi eleito depois de dois antipapas (Teodoro e Pascoal).
Empenhou-se em transformar-se Roma numa cidade mais livre sem depender dos
bizantinos. Introduziu na liturgia o cântico Agnus Dei.
085-João VI (30/10/701
a 11/1/705). A cristandade passou por momentos difíceis, sendo rejeitada no
Oriente e na Espanha pelos turcos sarracenos (mouros, povos árabes,
posteriormente, seguidores do Islã). Conseguiu resgatar muitos escravos.
086-João VII (1/3/705
a 18/10/707). Não concordou com as propostas desonestas do imperador Justiniano
II, que iniciou as carnificinas, obrigando cada vez mais os povos latinos e
italianos a se separarem do Império Oriental.
087-Sisínio (15/1/708
a 4/2/708). Se ocupou da restauração das muralhas de Roma.
088-Constantino I (25/3/708
a 9/4/715). Foi forçado pelo imperador Justiniano II a ficar em Bizâncio.
Depois de 3 anos conseguiu voltar a Roma, quando tentou pôr ordem e paz entre
Igreja e Império. Incentivou os cristãos da Espanha a reagir contra os infiéis.
089-São Gregório II (19/5/715
a 11/2/731). Mandou missionários, liderados por São Bonifácio, à Germânia e
reedificou a cidade de Roma.
090-São Gregório III (18/3/731
a 28/11/741). Continuou a luta contra os iconoclastas. Invocou a ajuda armada
de Carlos Martel, rei dos francos, contra os longobardos.
Recomendou que as esmolas fossem denominadas de “óbolo de São Pedro”.
091-São Zacarias (3/12/741
a 22/3/752). Após várias tentativas conseguiu do rei dos longobardos
(lombardos) a devolução dos territórios, que ele havia usurpado da Igreja.
092-Estevão II (26/3/752
a 26/4/757). Para obter apoio contra os longobardos,
sagrou o rei Pepino novamente e seus dois filhos. Vencendo os longobardos, Pepino entregou o exarcado (jurisdição) de
Ravena ao Vaticano.
093-São Paulo I (29/5/757
a 28/6/767). Irmão do Estevão II. Comunicou sua eleição só ao rei dos francos,
não ao imperador romano-ocidental. Superou muitas dificuldades graças ao apoio
dos francos. Favoreceu aproximação da igreja grega. Visitou os cárceres e
resgatou os condenados por dívidas. Descobriu os restos de Santa Petronila que, segundo uma lenda, era filha de São Pedro.
094-Estevão III (Precedido
por 2 antipapas, Constantino II e Filipe). Estevão fez com que Carlos Magno,
cristão, inteligente, apesar de autoritário, seguisse
o caminho de seu pai, Pepino, o Breve. Carlos expandiu os domínios cristãos.
095-Adriano I (9/2/772
a 25/12/795). Os documentos passaram a ser datados com os anos de cada
pontificado e não conforme os anos de governo do imperador de Bizâncio. O papa
foi se tornando soberano. Houve o 7º concílio em Nicéia. Restabeleceu a união
do Oriente com o Ocidente.
096-São Leão III (27/12/795
a 12/6/816). Carlos Magno, rei dos francos, voltou à Itália, e no Natal de 800,
assistiu à Missa e foi sagrado imperador do Ocidente por Leão III.
Estabelecendo o sistema político medieval, em que o poder civil e militar dos
imperadores e o poder religioso dos papas se apoiavam mutuamente. Leão III
fundou a Escola Palatina da qual teve origem a Universidade de Paris.
097-Estevão IV (22/6/816
a 24/1/817). Tratou de evitar lutas internas, se empenhou em reformar a Igreja.
098-São Pascoal I (25/1/817
a 11/2/824). Empenhou-se no descobrimento das catacumbas, transladando mais de
2300 corpos.
099-Eugênio II (11/5/824
a 27/8/827). É atribuída a ele, a instituição dos Seminários. Formou uma
comissão para atuação dos cânones e leis, da qual se originou a atual Cúria
Romana.
100-Valentim (1/9/827
a 16/9/827). Foi acolhido com muitas manifestações de júbilo pela sua bondade.
101-Gregório IV (20/9/827
a 11/1/844). Procurou intervir nas lutas pelos desentendimentos entre Luís I e
seus filhos. Organizou uma armada, liderada pelo Duque de Toscana contra os
sarracenos na África que haviam invadido a Itália.
102-Sérgio II (Jan
844 a 27/1/847). Iniciou seu governo sem prestar juramento de fidelidade ao
imperador. Reagiu contra o antipapa João eleito por indicação de uma minoria,
enviando para um convento. Os sarracenos assediaram Roma e saquearam as igrejas
de São Pedro, de São Paulo Extramuros. Foram derrotados em Gaeta, cidade
portuária da Itália. Recompôs os degraus do Pretório (Escada Santa, de mármore
e venerada em Roma, como sendo aquela da Fortaleza Antônia, dava acesso ao
tribunal de Pilatos pela qual subiu e desceu Jesus na ocasião da sua
condenação).
103-São Leão IV (10/4/847
a 17/7/855). Dispersou nas imediações de Óstia, a
frota de sarracenos que iam saquear Roma. Fortificou a cidade, edificando as
muralhas que delimitam a cidade e ao redor da colina vaticana.
104-Bento III (29/9/855
a 17/4/858). Eleito com legitimidade, sofreu represália do imperador e do
antipapa Anastácio III, que fora poucos dias depois, expulso pelos fiéis do
Pontífice. Luta contra os sarracenos. Foi estimado pelo povo por suas grandes
virtudes.
105-São Nicolau I (24/4/858
a 13/11/867). Lutou firmemente para solidificar o primado da Igreja. Fixou a
data da festa Assunção de Maria Santíssima ao céu para 15 de agosto.
106-Adriano II (14/12/867
a 14/12/872). Após desentendimentos com Bizâncio, convocou o 8º Concílio
Ecumênico de Constantinopla (IV). Tentou aplacar as discórdias entre os povos
católicos.
107-João
VIII (13/12/872 a 16/12/882). Combateu os invasores da
Sicília, não tendo apoio dos imperadores, viu-se derrotado pelos árabes. Foi
envenenado.
108-Marino
I (16/12/882
a 15/5/884). Empenhou-se, sem muito resultado, na redução das dissensões
italianas. Foi covardemente envenenado.
109-Santo
Adriano III (17/5/884 a 17/9/885). Convidado pelo
imperador Carlos, o Gordo, a transferir-se para França, faleceu durante a
viagem.
110-Estevão
V (set
885 a 14/9/891). Quando soube de sua eleição, refugiou-se em casa. Foi
derrubada a porta e conduzido ao trono de São Pedro. Destacou pelo apoio às
artes.
111-Formoso (6/10/891
a 4/4/896). Quando cardeal foi deposto por motivos políticos e excomungado por
João VIII por ter coroado Arnulfo, rei da Itália. Foi absolvido por Marino I.
Conseguiu a conversão dos búlgaros.
112-Bonifácio VI (11
a 26/4/896). Subiu ao trono apoiado pelos adversários do seu antecessor.
Acredita-se que fora envenenado. A sede pontifícia estava em poder dos grandes
feudatários da Itália.
113-Estevão
VI (22/5/896
a ago 897). Dominado por lutas internas, fez examinar
o corpo de seu antecessor, Formoso. Ordenou que lhe cortasse alguns dedos da
mão direita e, despojado de suas vestes, fosse lançado ao rio Tibre, após
processo injusto. Por isso, foi deposto por uma revolta popular e estrangulado
numa prisão.
114-Romano (ago a nov/ 897). Reabilitou a
memória do papa Formoso. Possivelmente foi envenenado.
115-Teodoro II (dez
897 – 20 dias). Fez inumar (enterrar) com as honras o corpo do papa Formoso,
achado no rio Tibre. Morreu de repente, acredita-se envenenado.
116-João IX (jan 898 a jan 900). Procurou
reabilitar a fama do papa Formoso, injustiçado por questões políticas.
Dispensou a intervenção imperial nas eleições dos pontífices, sem muito êxito.
117-Bento IV (1/2/900
a jul 903). Soube manter a integridade da Santa Sé,
devido a corrupção. Apesar dos ódios e violências entre as famílias nobres de
Roma, buscou o caminho da justiça e da paz.
118-Leão V (jul a set 903). Em clima de desordens, foi obrigado a se
afastar e encarcerado, pelo capelão da corte, Cristóvão, que tinha a mira no
poder papal. Foi envenenado por ordem do Cristóvão, corpo queimado e as cinzas
lançadas no rio Tibre. Cristóvão não conseguiu o poder, foi exilado num
mosteiro por influência de Sérgio III, de olho no trono papal.
119-Sérgio III (29/1/904
a 14/4/911). Invalidou todas as ordenações realizadas pelo papa Formoso.
Reconstruiu a basílica de Latrão, destruída por incêndio. Reivindicou e
defendeu os direitos da Igreja contra os feudatários. Nas medalhas deste
Pontífice foi esculpida pela primeira vez a tiara.
120-Anastácio III (abr 911 a jun913). Não conseguiu contornar as lutas
internas. Pressões de Berengário I, rei da Itália.
Morreu envenenado.
121-Lando (jul 913 a fev 914). Morreu
misteriosamente, depois de conseguir um pouco de paz nas lutas internas.
122-João X (mar
914 a maio 928). Lutou contra os sarracenos, derrotando-os no sul da Itália.
Foi assassinado no cárcere, por rejeitar sua participação a conspirações
desonestas.
123-Leão VI
(maio
a dez 928 a ). Foi eleito por vontade da poderosa Marozia, filha do consul romano Teofilato. Lutou contra os sarracenos e húngaros.
Incentivou as artes, também o comércio e a indústria.
124-Estevão VII (dez
928 a fev 931). Eleito sob intrigas dos condes de Túsculo, enquanto a marquesa Marosia
governava Roma.
Túsculo
(em latim: Tusculum) ou Túscia
era uma antiga cidade localizada na região do Lácio que foi absorvida por Roma
em 381 a.C..
Favoreceu os mosteiros de
São Vicente e aos dois conventos de Gália. Acredita-se que morreu estrangulado
na prisão.
125-João XI
(Alexandre,
nome de família. Mar 931 a dez 935). Foi eleito por influência da mãe, Marozia. Alberico, filho do 1º casamento de Marozia, revoltou-se contra a mãe, mandou-a para a prisão.
Também preso, o Pontífice morreu assassinado.
126-Leão VII (3/1/936
a 13/7/939). Monge beneditino, eleito por influência do rei Alberico, a quem
ficou submisso. Empreendeu reforma monástica dentro do espírito clunisiano, mosteiro em Cluny na
França. (Buscava combater a corrupção. Priorizavam a oração, a missa, o canto
litúrgico e a decoração de igrejas, sendo conhecidos pelo esplendor artístico).
127-Estevão VIII (14/7/939
a out 942). Colaborou com o rei da França contra a insurreição de alguns
súditos. Apregoou os bons princípios do Evangelho aos poderosos do Oriente e
Ocidente.
128-Marino II (30/10/942
a maio 946). Deu exemplo de vida perfeita num período muito atormentado.
Reorganizou as associações e estabeleceu Roma como a “capital moral”. Modificou
regras de algumas ordens eclesiásticas.
129-Agapito II (10/10/946
a dez 955). Foi nomeado por Alberico, muita submissão. Esforçou para elevar as
condições morais do clero. Aroldo, rei da Dinamarca, converteu-se ao
Cristianismo. Agapito sobressaiu-se por sua piedade e dignidade.
130-João
XII (Otaviano
16/12/955 a 14/5/964). Eleito papa aos 18 anos por determinação de seu pai
Alberico II. Temerário e audaz, reivindicou os direitos temporais da Igreja.
Reconstituiu o sagrado Império Romano. Corou Otão I
da Alemanha, por quem foi deposto mais tarde, acusado de vários crimes. Surgiu
os “bispos-condes”.
131-Leão
VIII (6/12/963 a 1/3/965). Foi eleito como antipapa depois
de muitas disputas com João XII. Assumiu depois da morte de João XII.
132-Bento V (22/5/964
a 4/7/966). Sua investidura foi reconhecida pelo imperador devido fortes
pressões dos francos e romanos. Morreu em Hamburgo com fama de santidade.
133-João XIII (João
de Narni 1/10/965 a 6/9/972). Eleição quase unânime
pelos romanos com apoio do imperador Otão I.
Severidade no governo da Igreja, ficou preso por 10 meses por influências de
corrente contrária. Difundiu o Cristianismo na Polônia. Introduziu o uso de
benzer.
134-Bento VI (19/1/973
a jul 974). Eleito com aprovação de Otão I, com a morte deste, foi encarcerado no Castelo Santo
Ângelo e deposto. Morreu estrangulado sob a ordem do antipapa Bonifácio VII.
135-Bento VII (out
974 a 10/7/983). Eleito, depôs Bonifácio VII que estava foragido em
Constantinopla. Inteligente, procurou reprimir os abusos e ignorâncias
reinantes na Itália e no mundo cristão. Deu grande impulso à agricultura.
136-João XIV (Pietro
Canepanova, dez 983 a 20/8/984). Eleito depois de
penosas intrigas. Grande pulso e muitas qualidades. Com a morte de Otão II, o antipapa Bonifácio VII retorna à Roma e assume.
Com o apoio da nobreza rebelde, mandou encarcerar o papa no Castelo Santo
Ângelo onde morreu de fome. Bonifácio VII, na tentativa de governar a Igreja
novamente, foi deposto e depois foi assassinado.
137-João XV (ago 985 a mar 996). Possivelmente por seu favorecimento a
parentes e dos egoísmos da nobreza, viu-se obrigado a se refugiar em Toscana.
Primeiro papa a iniciar um processo de canonização de um santo: Santo Ulderico.
138-Gregório V (Bruno
de Carinthie, 3/5/996 a 18/2/999). Primo do imperador
Otão II, que presidiu a eleição. João XVI foi eleito
antipapa apoiado por Bizâncio, por isso Gregório V foi obrigado a sair de Roma.
Presidiu concílio em Pávia. Antipapa foi forçado a
fugir, foi capturado e exilado num convento, onde veio a falecer. Gregório
instituiu a comemoração dos defuntos. 1º papa alemão.
139-Silvestre II (Gerberto de Aurillac, 2/4/999 a
12/5/1003). Famoso pela sua inteligência. Procurou exterminar os maus costumes.
Dedicou-se à reforma interna na Igreja. Introduziu o uso dos números árabes.
Transpôs o famoso ano 1000, crucial para um “juízo universal”: ‘Mil e não mais’
era o que se dizia na época. 1º papa francês.
140-João XVII (Siccone, jun à dez 1003). Eleito
num período de grandes desordens causadas pela morte de Otão
III da Alemanha.
141-João XVIII (João
Fasano de Roma, jan 1004 a jul
1009). Reatou, por pouco tempo, a união da Igreja grega com a latina. Lutou com
ardor para a difusão do Cristianismo entre os bárbaros e pagãos.
142-Sérgio IV (Pedro,
31/7/1009 a 12/5/1012). Eleito com apoio da família nobre de Roma, Crescêncio.
Conservou boas relações com os imperadores do Oriente e Ocidente. Procurou, sem
sucesso, estabelecer uma ordem moral entre os bispos e abade. Salvou o Santo
Sepulcro de uma destruição armada.
143-Bento VIII (Theophylacte de Tusculum,
18/5/1012 a 9/4/1024). Enfrentou obstáculos devido uma eleição ilegítima de
antipapa proposta pelos ‘Crescêncio’. No Sínodo em Pávia,
estabeleceu lei contra a simonia (compra ou venda de cargos eclesiásticos,
sacramentos, bênçãos, indulgências...), o duelo e condenou o concubinato dos
clérigos.
144-João XIX (Romanus de Tusculum, maio 1024 a
6/11/1032). Irmão do papa Bento VIII. No dia que se elegeu, recebeu todas as
ordens eclesiásticas, contrariando os princípios eclesiásticos. Não concordou
com a corte de Bizâncio. Protegeu o músico Guido D’ Arezzo, professor da escola
da catedral de Arezzo, inventor das sete notas musicais cujos nomes foram
extraídos das primeiras sílabas dos versos de um famoso hino em homenagem a São
João Batista, feito no século IX por Paulo Diácono, monge de Cassino:
Ut queant
laxis. Ut para Dó: A nota "Ut" era difícil
de cantar por terminar em consoante.
Resonare fibris –
Mira gestorum
Fámuli tuórum-
Solve polluti
–
Lábii reátum –
Sancte Ioannes. Amen. - Em português:
"Purificai, ó bem-aventurado João, os nossos lábios polutos para podermos
cantar dignamente as maravilhas que o Senhor em ti realizou. Amém".
145-Bento
IX (Teofilato de Túsculo, jan 1033 a jan 1044). Foi eleito
muito jovem, 12 anos, por influência tusculana.
Odiado pelo povo romano devido a vida desregrada. Foi deposto e obrigado a sair
de Roma. Elegeu-se um antipapa, Silvestre III e logo foi expulso por Bento IX
que voltou ao trono, sendo também deposto. Elegeu-se Clemente II, vindo logo a
falecer. Bento IX voltou pela 3ª vez, foi forçado a renunciar.
146-Silvestre
III (20/1
a 10/2/1045). Apesar de controvérsias, a Igreja o reconhece como papa.
147-Bento
IX (10/2
a 1/5/1045). Eleito pela 2ª vez. Foi novamente afastado.
148-Gregório
VI (João
Graciano Pierleone, 5/5/1045 a 20/12/1046). Comprou o
título papal de Bento IX por um valor elevado. Instituiu um exército
pontifício, o qual liderou pessoalmente. Foi deposto num sínodo.
149-Clemente II (Suidgero de Morsleben, 25/12/1046
a 9/10/1047). Combateu a simonia e interessou pelas reformas clunianas.
150-Bento IX (8/11/1047
a 17/7/1048). Eleito 3ª vez, 8 meses depois renunciou definitivamente,
aconselhado por São Bartolomeu. Arrependido da vida turbulenta, fez-se monge de
São Bernardo, em Gottaferrata, Itália, onde morreu em
1055.
151-Dâmaso II (Poppo, 17/7 a 9/8/1048). Substituiu Bento IX, por vontade
do imperador Henrique III da Alemanha. Após 23 dias ,
retirou-se a Palestina, onde veio a falecer.
152-São Leão IX (Bruno,
12/3/1049 a 19/4/1054). Aceitou mediante eleição livre pelo clero e povo
romano. Levado a Roma, fez questão de entrar a pé e descalço em sinal de
humildade. Convicto da necessidade de reforma eclesiástica, obrigou a demissão
dos clérigos e prelados simoníacos e dotou o papado da arma jurídica,
princípios básicos do Direito Canônico, assegurando a Supremacia Papal. No fim
do governo, invasões normandas. Foi preso e levado a um cárcere de Benevento.
Excomungou o patriarca de Constantinopla, Miguel Cerulário,
adversário da Igreja do Ocidente e criador do cisma da
igreja grega e da latina.
153-Vítor II (Geraldo
de Hirschberg, 13/4/1055 a 28/7/1057). Eleito após um
ano de sede vacante. Seguiu o exemplo do antecessor, ofereceu à Igreja um
período de prosperidade.
154-Estevão IX (3/8/1057
a 29/3/1058). Preocupou-se em elevar a conduta moral do clero e a liberdade da
Igreja sem dependência do império alemão. Cercou-se de influentes conselheiros.
Proibiu o casamento entre consanguíneos.
155-Nicolau II (Geraldo
de Borgonha, 24/1/1059 a 27/7/1061). Foi eleito pelos cardeais e Siena.
Convocou o sínodo em Latrão, para dar ênfase à reforma eclesiástica. Expediu
duras normas contra a simonia e incentivou o celibato. Decretou que os
cardeais-bispos, em se tratando da eleição papal tivessem, exclusivamente, o
direito de apresentar o candidato e sua indicação, transmitindo-a aos
cardeais-presbíteros e aos cardeais-diáconos. Proibição de investidura a
bispos, a não ser com a autorização do papa.
156-Alexandre II (Anselmo
de Baggio, 1/10/1061 a 21/10/1073). Não sendo sua eleição reconhecida pela
corte alemã, Henrique IV, apresentou Honório II com antipapa, criando tumultos.
Não conseguiu, e
Alexandre II foi confirmado. Suas realizações foram mais religiosas que
políticas. Interferiu na reforma do clero da França.
157-São Gregório VII (Ildebrando,
22/4/1075 a 25/5/1085). Monge beneditino, eleito por vontade do povo romano.
Consolidou a reforma eclesiástica, condenando a simonia, comércio de
benefícios, concubinato, autonomia da Igreja. Henrique IV opôs um antipapa,
Clemente III. O heroico Pontífice foi obrigado a se exilar em Salermo, onde morreu como intrépido defensor da liberdade
da Igreja.
158-Vítor III (Desidério
de Monte Cassino, 24/5/1086 a 16/9/1087). Depois de 4 dias foi obrigado a se
refugiar na abadia de Monte Cassino por pressão dos normandos. Proclamado pela
2ª vez, foi conduzido a Roma somente em maio 1087, apesar das perturbações do
antipapa Clemente III, excomungado num sínodo em Benevento.
159-Urbano II (Odo,
12/3/1088 a 29/7/1099). Pelas agitações políticas e presença indesejável do
antipapa Clemente III, foi obrigado a residir, provisoriamente, na ilha do
Tibre. Num sínodo em Clermont, proibiu-se aos bispos e clérigos fazer juramento
de fidelidade ao rei e a outros leigos. Declarou guerra aos infiéis e proclamou
a ‘primeira cruzada’, com intuito de se livrarem os lugares santos do domínio
turco, cujo grito de guerra foi: ‘Deus o quer’.
160-Pascoal II (Rainério, 14/8/1099 a 21/1/1118). Teve que suportar a
presença e influência dos antipapas Clemente III, depois Teodorico, Alberto,
Silvestre IV. Também luta pela supremacia do papa e do imperador, obrigando-o a
partir para o exílio. No último ano, retornou a Roma, construiu-se a igreja de
Santa Maria do Povo, no local em que os romanos ‘viam’ o fantasma de Nero.
161-Gelásio II (16/3/1118
a 28/1/1119). Para evitar pressões, foi eleito sem solenidade. Henrique V
contrapôs a sua eleição e apresentou o antipapa Gregório VIII. Refugiou e
Gaeta, depois retornou a Roma vestido de peregrino. Novamente atacado por um
grupo ‘nobre’ de Roma, quando celebrava uma missa. Transferiu-se para Cluny, onde foi sepultado.
162-Calisto II (Guido
de Borgonha, 2/2/1119 a 13/12/1124). Firmou-se a concordata de Worms
reconhecendo o direito exclusivo do papa para nomeação de bispos. Proclamou o
9º concílio ecumênico, confirmou a concordata de Worms e normas contra a
simonia, casamento de clérigos e organizou a 2ª cruzada, estabelecendo direitos
e deveres dos cruzados.
163-Honório II (Lamberto
dei Fagnani, 21/12/1124 a 13/2/1130). Antes elegeu-se um antipapa, Celestino
II, deposto. Estabeleceu vários contatos com as cortes européias
contra os sarracenos. Surgiram as famosas seitas dos guelfos (supremacia do
papado, Florença, Bolonha e Milão) e dos gibelinos (aprovavam santo Império
Romano, Veneza, Gênova e Pisa). Séc XII ao XV.
164-Inocêncio II (Gregório
de Papareschi, 23/2/1130 a 24/9/1143). Eleito com
apoio do chanceler alemão, ao mesmo tempo elegeu-se o antipapa, Anacleto II.
Num sínodo em Wurzburgo, reconheceu-se com legítima a
eleição de Inocêncio II. Depois foi obrigado a deixar Roma e se refugiar em
Pisa. Com a morte de Anacleto II, elegeu-se outro antipapa, Vitor IV, todavia
ficou submisso ao papa. Com o Concílio de Latrão II, todos os sectários de
Anacleto II, receberam anátema (sentença de maldição que expulsa da Igreja, sem
direito a nenhuma função). Reforçou-se a simonia e casamento dos clérigos.
165-Celestino II (Guido
di Castello, 3/10/1143 a 8/3/1144). Com a colaboração
de Bernardo de Claraval procurou atenuar os desentendimentos internos.
Apaziguou as lutas entre Escócia e Inglaterra, porém não conseguiu paz na
Itália. Suspendeu a excomunhão ao rei francês Luís VII que comandou a II
Cruzada e multiplicou as comunidades rurais.
166-Lúcio II (Gherardo
de Caccianemici, 12/3/1144 a 15/2/1145). Enfrentou as
agitações causadas por Arnoldo de Bréscia. Enquanto o papa apaziguava um
movimento popular, foi atingido por uma pedrada, vindo a falecer.
167-Eugênio III (Bernardo
Paganelli de Montemagno, 18/2/1145 a 8/7/1153).
Conseguiu um período de paz, apesar desentendimentos com Arnoldo. Ordenou a
Construção do Palácio Pontifício. Aprovou os Cavalheiros de São João de
Jerusalém, chamados também de Cavalheiros de Malta. Foi beatificado por Pio IX.
168-Anastácio IV (Conrado,
12/7/1153 a 3/12/1154). Dotado de uma bondade profunda, conseguiu a pacificação
nos domínios da Igreja.
169-Adriano IV (Nicolau
Breakspeare, 5/12/1154 a 1/9/1159). Empenhou-se no
combate à desordem influenciada por Arnoldo de Bréscia. Arnoldo, em poder do
Imperador, foi conduzido ao Papa, que o submeteu a um julgamento e levado a
fogueira por heresia.
170-Alexandre III (Rolando
Bandinelli de Siena, 20/9/1159 a 20/8/1181. Eleito com apoio da maioria dos cardeais.
Contudo o imperador Frederico I escolheu um antipapa, Vitor IV e depois outros:
Pascoal III, Calisto III, Inocêncio III. No 11º concílio (Latrão III) em 1179
defendeu o primado de Alexandre III. Estabeleceu que deveria haver 2/3 dos
votos e atribuição dos cardeais.
171-Lúcio III (Ubaldo
Allucingoli, 1/9/1181 a 25/9/1185). Sua investidura
não foi efetuada devido rebeliões por Arnoldo de Bréscia. Refugiou-se em
Verona, onde permaneceu até a morte.
172-Urbano III (Humberto
Crivelli, 1/12/1185 a 20/10/1187). Estabeleceu-se em Verona devido rebeliões em
Roma. Morreu de dor quando os sarracenos ocuparam Jerusalém.
173-Gregório VIII (Alberto
de Morra, 25/10 a 17/12/1187). Por certas considerações da parte de Frederico
I, conseguiu solucionar as discórdias entre Igreja e Império, com um
pontificado mais livre.
174-Clemente III (Paulo
Scolari, 20/12/1187 a 8/1/1198). Grande equilíbrio entre Igreja e Imperador
após 60 anos de afastamento dos papas de Roma. Formou a 3ª Cruzada coma
participação dos ingleses e franceses, com o comando de Ricardo Coração de
Leão.
175-Celestino III (Jacinto
Borboni-Orsini, 14/4/1191 a 8/1/1198). Aprovou a fundação dos Cavaleiros
Teutônicos para defender os peregrinos da Terra Santa. Grande defensor da
indissolubilidade do matrimônio.
176-Inocêncio III (Giovanni
Lotario, 22/2/1198 a 16/7/1216). Apogeu da supremacia
da Santa Sé na Idade Média. Reformou a organização da corte pontifícia. Aprovou
a ordem dos Dominicanos e dos Franciscanos. Promoveu a 4ª Cruzada. Presidiu o
4º concílio de Latrão: combate aos vícios, abusos, restabeleceu os bons
costumes, da paz e condenação das heresias. Papa reformador e austero, sólida
formação teológica e direito canônico.
177-Honório III (Cencio Savelli, 24/7/1216 a 1227). Organizou a 5ª Cruzada.
Com João I, rei da Suécia, o Cristianismo chegara em Estônia.
178-Gregório IX (Hugo,
21/3/1227 a 22/8/1241). Luta contra o imperador Frederico II, reconciliações e
excomunhões. Protetor dos Dominicanos e Franciscanos. Constituiu normas para
atividade feminina, ordem Clarissas. Canonizou vários servos de Deus: Francisco
de Assis, Antônio de Pádua, São Domingos, Isabel de Turíngia. Organizou a
“Santa Inquisição”. Preparou a 6ª Cruzada.
179-Celestino IV (Gofredo
Castiglioni, 28/10 a 10/11/1241. Os Cardeais não chegavam a um acordo, então
foram fechados, a chave, no Palatino. Deste episódio derivou a palavra conclave,
do latim cum clave.
180-Inocêncio IV (Sinibaldo Fieschi, 28/6/1243 a 7/12/1254). Após dois anos
de sede vacante, devido contradições de duas facções entre os cardeais. Muitos
conflitos e perseguições. Instituiu a festa da Visitação de Nossa Senhora.
181-Alexandre IV (Reinaldo,
20/12/1254 a 25/5/1261). Canonizou Santa Clara. Em razão de conflitos entre as
famílias nobres de Roma, passou a maior parte do pontificado em Anagni e Viterbo.
182-Urbano IV (Jacques
Pantaléon de Tryes,
4/9/1261 a 2/10/1264). Exerceu em Viterbo e Orvieto,
sem nunca pisar em solo romano. Confirmou a festa de Corpus Christi setenta
dias após a Páscoa, pedindo São Tomás de Aquino de regulamentá-la
liturgicamente.
183-Clemente IV (Guido
Fulcodi, 15/2/1265 a 29/11/1268). Tornou-se clérigo
depois da morte da mulher. Eleito em Perúgia, não pisou no solo romano. Agindo
em favor dos franceses contra as atitudes dos alemães, excomungou Conradino da Suécia por não impedir a ocupação de Roma e
Nápoles.
184-B. Gregório X (Teobaldo
Visconti, 27/11/1271 a 10/1/1276). Após quase 3 anos de sede vacante, não
acordo do Colégio Cardinalício, o povo destelhou o teto onde estavam os
cardeais, deixando-os a pão e água até decidirem. Proclamou o 14º concílio:
reforma da Igreja, união da Igreja latina com a grega e a libertação da Terra
Santa.
185-Santo Inocêncio V (Pedro
de Tarantasia, 22/2 a 22/6/1276). 1º papa da Ordem
Dominicana. Diversas obras filosofia, teologia e direito canônico. Morreu com
fama de uma vida muito regrada e piedosa.
186-Adriano
V (Ottobono Fieschi, 11/7 a 18/8/1276). Influenciado pelo rei
Carlos de Anjou, suspendeu as normas do conclave,
decretadas por Gregório X, sobre eleição papal.
187-São João XXI (Pedro
Juliani, 20/9/1276 a 20/5/1277). Não houve João XX, hipótese errada de alguns
historiadores. Único português eleito, até essa data. Era filósofo, tradutor de
obras árabes de medicina, autor manual de escolástica, Summulae
logicales. Escolástica: método de pensamento crítico
e filosofia cristã medieval desenvolvido nas universidades, focado em conciliar
fé com a razão. Buscavam explicar racionalmente os dogmas religiosos.
188-Nicolau III (Giovanni
Gaetano Orsini, 25/11/1277 a 22/8/1280). Conseguiu autonomia eclesiástica.
Primeiro papa a viver definitivamente no Vaticano.
189-Martinho IV (Simão
De Brion, 22/12/1281 a 28/3/1285). Tentou unir com o vínculo da caridade os
nobres e poderosos. Muita submissão aos reis franceses.
190-Honório IV (Giacomo
Savelli, 20/5/1285 a 3/4/1287). Ordem no Estado Pontifício. Impulsionou a
Universidade de Paris. Tentou aproximar igreja grega da latina. Projetou um
acordo com os islâmicos.
191-Nicolau IV (Girolamo
Masei, 22/2/1288 a 4/4/1292). Ordem Franciscana.
Caracterizou-se pela paciência, modéstia, ‘papa das missões’. Instituiu a
Universidade de Montpelier.
192-São (Pedro) Celestino
V (Pietro
del Murrone, 5/7 a
10/2/1294). Após 2 anos de vacância, foi tirado da paz eremita, de idade
avançada e pelas ambições do sucessor, renunciou. Estabeleceu que o papa
eleito, tivesse a liberdade de renunciar.
193-Bonifácio
VIII (Bento Gaetani, 24/12/1294 a 11/10/1303). Ardoroso e
fervoroso da supremacia do poder espiritual. Proclamou a superioridade do papa
sobre os reis. Excomungou Felipe, o Belo, que apelou ao concílio e mandou
prender o papa. Foi tratado com brutalidade, socorrido pela população de Anagni, morreu assim que chegou em Roma.
194-B. Bento XI (Nicolo Boccasini, 27/10/1303 a 7/7/1304). Frade Dominicano,
eleito por unanimidade. Foi obrigado a se afastar, indo para Peúgia, em razão de motins da nobreza romana dos Colonna.
Normalizou a grave questão com o reino da França.
195-Clemente V (Bertrand
de Got, 5/6/1305 a 20/4/1314). Devido
desentendimentos entre facções (franceses e italianos) do Colégio Cardinalício,
foi eleito após um ano. Fixou a residência da Santa Sé em Avinhão, dando início
a um exílio de 70 anos de seus sucessores. Concílio de Viena aboliu a Ordem dos
Templários. Fundou a Universidade de Oxford. Houve muita ingerência da França.
196-João XXII (Jacques
Duèse ou d’Euze, 5/9/1316 a
4/12/1334). Elegeu-se em Lião, depois de 2 anos de
sede vacante. Jurista ilustre, regularizou e centralizou a administração.
Instituiu a festa da Santíssima Trindade. Fez construir o Palácio Papal de
Avinhão. Missões em Ceilão e Núbia, atual Sudão.
197-Bento XII (Jacques
Fournier, 8/1/1335 a 25/4/1342). Tencionava voltar para Roma, foi obrigado a
permanecer em Avinhão por coação de Felipe VI. Imprimiu maior severidade nas
Ordens Beneditina, Franciscana e Dominicana. Continuou construção do Palácio
Papal em Avinhão.
198-Clemente
VI (Pierre
Roger de Beaufort, 7/5/1342 a 6/12/1352). Monge Beneditino, caracterizou pela
cultura e bondade. Acredita-se que comprou a cidade de Avinhão. Nomeou 25
cardeais, quase todos franceses e 4 parentes.
199-Inocêncio VI (Etienne
Aubert, 18/12/1352 a 12/9/1362). Reforma da Cúria, reduzindo a pompa. Seu
nepotismo foi empecilho para a pretendida reforma. Mandou fortificar Avinhão
com muralhas.
200-B. Urbano V (Guillaume
de Grimoard, 28/9/1362 a 19/12/1370). Costumes
austeros, optou por conduta moderada. Por várias vezes e por força de pedidos,
tentou retornar a Roma. Foi em1367 porém, devido
desordens, teve que retornar a Avinhão em 1370. Fundou a Universidade de
Cracóvia.
201-Gregório XI (Pedro
Rogerii ou Pierre Roger de Beaufort, 30/12/1370 a
26/3/1378). Conseguiu com a intervenção de Santa Catarina de Siena, retornar a
Roma em 1377. Foi o último papa francês.
202-Urbano
VI (Bartolomeo Prignano, 18/4/1378 a
16/10/1389). Os cardeais franceses não concordaram e elegeram um antipapa,
Clemente VII (1378-1394) fixando em Avinhão. Houve transtornos e lutas. Uma
conspiração contra o papa, com participação de cardeais, custou a vida de seis
deles. Situação desagradável, pois o papa e o antipapa recebiam apoio de muitos
países. Nomeavam bispos e outras providências. O papa excomungou o antipapa e
seguidores e vice-versa.
203-Bonifácio IX (Pietro
Tomacelli, 2/11/1389 a 1/10/1404). Não conseguiu por fim a questão cismática. Após a morte do antipapa
Clemente VII (1394) foi eleito outro, Bento XIII (1394-1417), com sede em
Avinhão, porém em 1403 foi obrigado a fugir para Provença.
204-Inocêncio VII (Cosimo
Gentile de Migliorati, 17/10/1404 a 6/11/1406). Grande cultura, tentou por fim ao cisma do Ocidente,
impedido pelos distúrbios em Roma. Obrigado a fugir por um tempo para Viterbo.
205-Gregório XII (Angelo Correr, 19/12/1406 a 4/7/1415 - abdicou). Período triste do cisma. Três governos: Roma, Avinhão e Pisa. O imperador Sigismundo proclamou o 16º
concílio para eliminar o
cisma, heresias, sem êxito.
206-Martinho V (Odo-Colonna,
21/11/1417 a 20/2/1431). Eleito após 2 anos e meio de sede vacante. Convocou
concilio em Siena, mas não conseguiu reforma. Houve um antipapa, Clemente VIII
em 1423 e renunciou em 1429 e o cisma teve seu fim. Martinho V deixou a seus
sucessores uma situação digna de nota no Estado Pontifício.
207-Eugênio IV (Gabriel
Condulmer, 11/3/1431 a 23/2/1447). Agostiniano,
residiu em Florença por um período. Devido a mudança de local do concílio, os
bispos que ficaram em Basiléia elegeram um antipapa, Félix V que renunciou em
1449, foi o último antipapa da história.
208-Nicolau V (Tommaso
Parentucelli, 6/3/1447 a 25/3/1455). Incentivou as
letras, ciências e artes, fundando a Biblioteca Vaticana. Iniciou a construção
da atual Basílica de São Pedro. Reorganizou politicamente a França e Inglaterra
e ajudou a Espanha a expulsar os sarracenos.
209-Calisto III (Alfonso
de Borgia, 8/4/1455 a 6/8/1458). Impediu em 1457 o avanço dos turcos. Ocorreu o
processo de reabilitação de Joana D’Arc. Ordenou o toque dos sinos às 12 horas
de todos os dias. Fez prosperar o Cristianismo na Suécia, Noruega e Dinamarca.
210-Pio II (Enea Silvio de Piccolomini,
3/9/1458 a 15/8/1464). Tentou uma reforma da Igreja e da Cúria, sem conseguir,
houve favoritismo pela nomeação de cardeais dentre seus parentes. Convocou uma
Cruzada que havia de liderar, porém enfermo e veio a falecer.
211-Paulo
II (Pietro
Barbo, 30/8/1464 a 26/7/1471). Considerado inimigo das artes e ciência.
Convocou uma Cruzada para combater os turcos, sem realiza-la, pois eles
conquistaram a Albânia. Para atingir maior número de indivíduos com as
indulgências, reduziu para 25 anos o intervalo do ano santo, passando a chamar
ano jubilar.
212-Sisto
IV (Francesco
dela Rovere, 9/8/1471 a 12/8/1484). Graves desentendimentos com príncipes
italianos por ter nomeados cardeais parentes, alguns de conduta pouco digna.
Mandou construir a Capela Sistina, decorada por Miguel Ângelo. Fixou festa de
São José para 19 de março, apresentado aos fiéis pela Igreja como o Homem
Justo, antes em vários lugares em datas diversas.
213-Inocêncio
VIII (Giovanni Battista Cibo, 29/8/1484 a 25/7/1492).
Governo conturbado por lutas contra Fernando, rei de Nápoles e pela prática de
nepotismo. Puniu o mercado de escravos e auxiliou Cristóvão Colombo no
descobrimento da América. Nomeou Torquemada, grande
inquisidor da Espanha.
214-Alexandre
VI (Rodrigo
de Borgia, 10/8/1492 a 18/8/1503). Para conseguir votos, ofereceu presentes
fabulosos aos cardeais. Soberano, participou de lutas políticas da Itália,
garantindo vantagens materiais e territoriais a seus filhos César e Lucrécia
Bórgia. Favoreceu o descobrimento da América e partilhou entre Espanha e
Portugal as novas terras descobertas.
215-Pio III (Francesco
Todeschini Piccolomini, 22/9 a 18/10/1503). Cardeal de grande cultura, já idoso e doente,
vindo a falecer após 26 dias.
216-Júlio
II (Giuliano
dela Rovere, 1/11/1503 a 20/2/1513). Detestado pelos cardeais, temido por
todos, caráter violento, querendo tornar a Santa Sé a maior potência italiana.
Convocou o 5º concílio de Latrão em 1512, mas não houve a tão esperada reforma
da Igreja. Faleceu durante o concílio.
217-Leão X (Giovani
de Medici, 11/3/1513 a 10/12/1521). A necessidade de angariar recursos o levou
a lançar a Igreja em campanha de arrecadação, que foi muito criticada, e a
aplicar indulgências aos fiéis, para que colaborassem com suas contribuições à
construção em andamento da Basílica de São Pedro. Isso motivou a revolta de
Martinho Lutero, ex-monge agostiniano, alemão. Foi
assinada a bula de excomunhão que aconteceu 6 meses após.
218-Adriano
VI (Adriano
de Utrecht, 31/8/1522 a 14/9/1523). Empenhou-se em lutar contra quem
atormentasse a Igreja, sobretudo os turcos. Foi o último papa não italiano,
antes de João Paulo II.
219-Clemente VII (Giulio
de Médici, 19/11/1523 a 25/9/1534). Combateu a Carlos V, que mandara saquear
Roma, foi obrigado a refugiar no castelo Santo Ângelo, foi preso durante um
mês, livrando-se em troca de muitas concessões e pagamento de alto resgate. Foi
obrigado a excomungar Henrique VIII da Inglaterra, a quem recusara licença para
divorciar, originando-se a separação da igreja inglesa. Não conseguiu reprimir
a luta entre católicos e a reforma luterana.
220-Paulo III (Alessandro
Farnese, 3/9/1534 a 10/11/1549). Deu forte avanço à Contra-Reforma,
restabelecendo a Inquisição, preparando e convocando o 19º concílio de Trento,
em 1545, transferido para Bolonha devido epidemia de tifo.
221-Júlio III (Giovanni
Maria Del Monte, 7/2/1550 a 23/3/1555). Retornou o concílio para
Trento, sem se chegar a conclusões desejadas sobre os Sacramentos, reforma da
gestão dos bispos e procedimento do clero, combatendo as teorias de Lutero.
222-Marcelo II (Marcello
Cervini, 10/4 a 1/5/1555). Último papa a manter o nome de batismo. Linha de
justiça e autoridade. Desejava reforma eclesiástica, mas faleceu com três
semanas.
223-Paulo IV (Gianpetro Garaffa, 23/5/1555 a
18/8/1559). Opôs-se a heresia de Lutero. Lutou pela prática da inquisição sem
distinção de classe social.
224-Pio IV (Giovanni
Angelo de Medici, 26/7/1559 a 9/12/1565). Reabriu e
concluiu o concílio de Trento.
225-São Pio V (Michele
Ghislieri, 7/1/1566 a 1/5/1572). Dominicano, grande
inquisidor, empenhou-se pelo restabelecimento da disciplina eclesiástica,
observação dos decretos de Trento referentes a fundação de seminários. Publicou
o catecismo, o Breviário e o Missal romanos.
226-Gregório XIII (10/5/1572
a 10/4/1585). Empenhou-se na ampliação dos decretos de Trento. O Colégio Romano
é chamado Universidade Gregoriana em sua homenagem. Combateu os protestantes,
colaborando com os irlandeses contra Isabel da Inglaterra, ajudou Filipe contra
os holandeses, incentivou a Liga Católica na França e incrementou o Catolicismo
na Alemanha. Reformou o calendário para todo o mundo, reconciliando o ano civil
com o ano astronômico e determinou que o dia 4 de outubro passasse para 15 de
outubro de 1582. Ficou como Calendário Gregoriano.
227-Sisto V (Felici Peretti, 24/4/1585 a 27/8/1590). Austero, aprovou
numerosas ordens religiosas, tornou a Vulgata, única versão latina autorizada
da Bíblia. Completou os trabalhos da cúpula de São Pedro e do obelisco da
praça. Construiu perto da Basílica de Latrão, em Roma, o atual palácio para
abrigar a Escada Santa, que tem 28 degraus e acredita-se que era da Fortaleza
Antônia que dava acesso ao tribunal de Pilatos.
228-Urbano VII (Gianbattista Castagna, 15/9/a 27/9/1590). No seu breve
pontificado, demonstrou ser bondoso e piedoso.
229-Gregório XIV (Nicolò Sfondrati, 5/12/1590 a
16/10/1591). Deu continuidade à realização da reforma do concílio de Trento.
230-Inocêncio IX (Giovanni
Antonio Facchinetti, 29/10 a 30/12/1591). Conseguiu
evitar epidemia de peste e combateu seitas internas. Distinguiu-se por sua
dignidade e amor ao próximo. Já idoso, teve morte repentina.
231-Clemente VIII (Ippolito Aldobrandini, 30/1/1592
a 5/3/1605). Restabeleceu a paz entre França e Espanha. Prosseguiu com a
reforma eclesiástica. Construiu várias igrejas romanas. Prática das 40 horas de
adoração ao Santíssimo Sacramento, em memória as 40 horas que Jesus ficou
sepultado.
232-Leão XI (Alessandro
Ottaviano de Medici, ¼ a 27/4/1605). Com as grandes preocupações pela tomada de
posse da sede do bispado de São João de Latrão, sentiu-se abalado, o que o
levou à morte.
A basílica de São João de
Latrão é a catedral oficial de Roma e a "mãe e cabeça de todas as
igrejas" do mundo.
233- Paulo V (Camillo
Borghesi, 16/5/1605 a 28/1/1621). Empenhou-se em
promover a Contra Reforma. Deu apoio à Liga Católica, viu terminada a Basílica
de São Pedro. Ponto fraco foi o nepotismo.
234-Gregório XV (Alessandro
Ludovisi, 9/2/1621 a 8/7/1623). Ajudou os irlandeses
e favoreceu a restauração católica na França. Instituiu a Congregação de
Propagação da Fé. Deu atenção aos padres jesuítas. Canonizou Inácio de Loiola,
Francisco Xavier, Tereza d’Ávila e Filipe Néri.
235-Urbano VIII (Maffeo Barberini, 6/8/1623 a 29/7/1644). Foi marcado pela
condenação de Galileu Galilei, por ter confirmado o ‘heliocentrismo’, (hélio =
sol) o sol é o centro, estático e os planetas giram em torno dele. Ao contrário
que se acreditava no ‘geocentrismo’, a terra é o centro e estática.
Combateu o
protestantismo. Construiu o Palácio de Castel Gandolfo, residência do Estado do
Vaticano, às margens do Albano.
236-Inocêncio
X (Gianbattista Pamphili, 4/10/1644 a 7/1/1655). Eleito sob o
protesto dos cardeais franceses. Censurou o Tratado de Paz de Vestfalia, pondo fim a Guerra dos Trinta Anos, no qual
muitas cidades ficaram sob o domínio dos protestantes. Condenou o jansenismo.
237-Alexandre VII (Fabio
Chigi, 7/4/1655 a 22/5/1667). Esforçou-se para impedir a expansão do
protestantismo pela Itália e Inglaterra. Influenciou a conversão da rainha Cristina da
Suécia ao Catolicismo.
Várias obras de
remodelação da cidade de Roma, templos e museus.
238-Clemente IX (Giulio
Rospigliosi, 20/6/1667 a 9/12/1669). Mediador nas guerras entre a França,
Espanha, Inglaterra e Holanda. Continuou com o incentivo ao arquiteto Bernini
nas obras, especial da colunata de São Pedro, que se completou com 140 santos.
Caracterizou-se pela humildade e proteção aos pobres.
239-Clemente X (Emílio
Altieri, 29/4/1670 a 22/7/1676). Neste pontificado
iniciou-se o conflito com Luís XIV sobre o privilégio, direito que o rei tinha
de receber as rendas dos bispados e abadias e vagas.
240-B. Inocêncio XI (Benedetto
Odescalchi, 21/9/1676 a 12/8/1689). Virtuoso,
defensor dos pobres, combateu o nepotismo e a simonia.
241-Alexandre VIII (Pietro
Vito Ottoboni, 6/10/1689 a 1/2/1691). Foi eleito com a intervenção de Luís XIV
da França. Ajudou a Polônia e aos venezianos para lutar contra os turcos. Ampliou
a biblioteca do Vaticano.
242-Inocêncio XII (Antonio Pignatelli, 21/7/1691 a
27/9/1700). Condenou o jansenismo (movimento teológico e moral rigorista dentro
da Igreja Católica nos séculos XVII e XVIII, focado na França e Países Baixos,
baseado nas ideias de Cornélio Jansen (Jansenius).
Defendia a predestinação, a graça irresistível e uma visão pessimista da
natureza humana). Procurou eliminar o nepotismo. Apoiou as missões na Ásia,
América do Sul e Central.
243-Clemente XI (Giovanni
Francesco Albani, 23/11/1700 a 19/3/1721). Soube de sua eleição depois de 7
dias. Culto e admirador das artes.
244-Inocêncio
XIII (Micheangelo Conti, 8/5/1721
a 7/3/1724). Concedeu ao imperador Carlos VI a investidura do reino de Nápoles
e favoreceu James Stuart, que pretendia o trono inglês. Hostilizou a Companhia
de Jesus. Enviou 100 mil escudos aos Cavaleiros de Malta para o combate contra
o Islã.
245-Bento XIII (Pietro
Francesco Orsini, 29/5/1721 a 21/2/1730). Dominicano, canonizou vários servos
de Deus, como Luís Gonzaga, João Nepomuceno, João da Cruz e Estanislau Kostka (padroeiro da Polônia).
246-Clemente XII (Lorenzo
Corsini, 12/7/1730 a 6/2/1740). Neste período, as dívidas do Vaticano
aumentaram em razão de má administração. Condenou a franco-maçonaria. Proibiu o
jogo da loto.
247-Bento XIV (Próspero
Lambertini, 17/8/1740 a 3/5/1758). Empenhou-se em promover os estudos clericais
e cultivo das ciências. Opôs-se a autonomia dos jesuítas de Portugal.
248-Clemente XIII (Carlo
Rezzonico, 6/7/1758 a 2/2/1769). Apoiou os jesuítas. Aprovou a festa e o ofício
do Sagrado Coração de Jesus. Este pontificado se privou de certa política das funções
eclesiásticas e se caracterizou pela influência do Iluminismo (defender o uso
da razão sobre o da fé para entender e solucionar os problemas da sociedade).
249-Clemente XIV (Lorenzo
Ganganelli, 19/5/1769 a 22/9/1774). Franciscano.
Procurou por muito tempo evitar a supressão da Companhia de Jesus, da qual
foram detidos os dirigentes. Todavia, devido a pressão forte dos países, foi
obrigado a suprimi-la.
250-Pio VI (Giovanni
Angelo Conte Braschi, 15/2/1775 a 29/8/1799). Administrador
excelente, porem um pouco mundano. Defrontou-se com a Revolução Francesa. As
tropas francesas invadiram o Estado Pontifício e, pelo tratado de paz, o papa
foi obrigado a pagar uma vultosa quantia e desfazer de várias obras de arte.
Napoleão proclamou-se a República em Roma. O papa foi deposto e levado de uma
maneira desumana para a França, onde já doente e abalado, viera a falecer.
O Colégio Cardinalício da
Igreja Católica é dividido em três ordens — cardeais-bispos,
cardeais-presbíteros e cardeais-diáconos — que representam uma distinção
honorífica e de função, não um grau superior no sacramento da ordem. Eles
auxiliam o Papa, sendo os cardeais-bispos líderes da Cúria/dioceses próximas a
Roma, presbíteros geralmente arcebispos residenciais, e diáconos frequentemente
funcionários da Cúria.
As Três Ordens
Cardinalícias:
Cardeal-Bispo: É a ordem
mais alta, composta pelos cardeais com jurisdição sobre as dioceses suburbicárias ao redor de Roma e patriarcas orientais. Seis
cardeais pertencem à ordem dos cardeais-bispos, e possuem sob sua vigência uma
das seis igrejas suburbicárias de Roma (Albano, Frascati, Palestrina, Porto-Santa Rufina,
Sabina-Poggio Mirteto e Velletri-Segni);
é este grupo de cardeais que elege o decano do Colégio Cardinalício, cujo nome
tem de ser aprovado pelo Papa, após o que acumula a sétima e mais antiga igreja
suburbicária, a de Óstia,
reservada ao decanato.
O Papa Francisco ampliou
este grupo, incluindo cardeais da Cúria Romana, como o Secretário de Estado.
Cardeal-Presbítero: É a
classe mais comum, composta majoritariamente por arcebispos de grandes dioceses
ao redor do mundo. Recebem o título de uma paróquia em Roma (igreja titular),
simbolizando sua ligação com o Papa.
Cardeal-Diácono:
Geralmente cardeais que trabalham em tempo integral na Cúria Romana. Recebem o
título de uma "diaconia" em Roma, muitas vezes igrejas antigas. Após
dez anos, um cardeal-diácono pode optar por ser elevado a cardeal-presbítero.
Pontos Chave:
Hierarquia: Embora
existam ordens, todos os cardeais são bispos (ou ordenados como tal ao se
tornarem cardeais) e têm o mesmo poder de voto em um conclave.
Proclamação: O
cardeal-diácono mais antigo (Cardeal Protodiácono) é
responsável por anunciar o nome do novo Papa após a eleição.
Símbolo: O título
cardinalício está ligado a "gonzo" ou "eixo" (cardinis), indicando que giram em torno do Papa.