UMA HISTÓRIA EM 22 CAPÍTULOS

01. José Lana: 06/09/38

Sempre dedicado, trabalhou na loja que tínhamos em Jurumirim, depois, quando mudamos para GV, no Armazém Lana na Av. JK 920. Sentindo que o Armazém já não dava, partiu para o trabalho em posto de gasolina. Mesmo aposentado, continua na luta, viaja aproximadamente 30 km para o trabalho. Faz as suas caminhadas passando na casa da mamãe praticamente todos os dias.

02. Vicente: 03/12/39

Muito curioso e entendido em equipamentos mecânicos e elétricos. Trabalhou em "venda", transportes (antiga Rural), aluguel de bicicletas, etc. Brincalhão até com algumas "sacanagens": colocava uma moeda embutida no balcão de madeira da loja e ligava um fio elétrico energizado na moeda e quando algum curioso fosse pegar a moeda levava aquele choque. Não esquecemos daquele Natal, que vindo de férias do Rio, trouxe um presente para cada um dos irmãos. Criou uma família maravilhosa com a tranqüila Gessi.

03. Maria: 12/04/41

Acho que podemos falar que trabalhou mais do que as outras: ajudava na casa, era modista, etc. Sempre ligada no rádio pretinho (músicas, novelas). Quer dizer, sempre que Zé Lana não roubasse a válvula do rádio. Que casamento em 1962 em Jurumirim, comida com fartura! Foi para o Rio onde teve o maior número de filhos da família. Participante ativa na Igreja.

04. Geraldo: 01/05/42 – 01/11/2007

Trabalhou na loja e teve Sapataria, pelo que sabemos, quando queria (ou Papai forçasse) trabalhava muito bem. Esteve trabalhando aqui em GV antes de mudarmos para cá. Foi carioca por um bom tempo, fazendo companhia para o seu cunhado, José Nunes. Por um outro bom tempo trabalhou em Postos de gasolina. Sabe muito de atualidades, geografia, história, cálculos e palavras cruzadas.

05. Bonifácio: 05/06/43 – 04/07/92

O saudoso Bonifácio foi um grande batalhador. Sempre com muita disposição. Veio para Valadares antes de nós. Trabalhou com Joaquim Breguês (açougue). Dedicado, fez concurso e passou na CVRD trabalhou na oficina, em Cariacica (ES), chegando a Maquinista. Foi o principal responsável pela mudança da família para GV.

06. Ivo: 25/06/44 – 25/05/2019

Um batalhador. Não enjeita serviço. Trabalhou na roça e que saudades do boi Sereno, ele deve ter. Muito alegre e comunicativo. Em Valadares trabalhou em diversos lugares, fez “bicos“ sempre com muita disposição. Pelo que sabemos o pai Abel e a mãe Madalena eram muito preocupados com ele.

07. Antônio: 23/11/45

O Ti Tunin já proporcionou muitas alegrias com a criançada e ao mesmo tempo é sério, sistemático e muito parecido com o saudoso pai Abel. Ajudou muito na roça. Em GV, o quanto já lutou nas padarias e lanchonetes. Tem muita facilidade com os números e muitas vezes dispensa a calculadora.

0 8. Francisco: 02/02/47? – 14/07/48

Francisco, Ermes e João Batista: Estes, Deus chamou bem cedo e não tivemos a felicidade de conhecê-los e partilharmos nossas vidas.

09. Ermes: 09/03/48? – 25/03/49

10. Seny: 19/09/49

Uma grande mulher, apesar de ser vista com “baixinha invocada”. Cresceu muito em outros aspectos: como mãe, empresária e, principalmente como cristã.

11. Senira: 19/09/49

Bem dizem que a melhor semelhança não é a física e sim, na personalidade. Na aparência não tem nada a ver com sua irmã gêmea, mas se pensarmos bem na personalidade sim: mãe, empresária e cristã.

12. Conceição: 04/04/51

Essa é a garota carioca. Morou algum tempo no Rio, ajudando a criar os comportados filhinhos da Maria. Quando retornou a Jurumirim, chegou igual uma carioca: “hei garotos...” Porém, continua uma pessoa simples como sempre foi.

13. Renato: 05/06/52

Muito estudioso, não pensou duas vezes quando surgiu a possibilidade de continuar os estudos em Rio Casca na casa da nossa querida e saudosa Tia Guidinha. Em GV trabalhou na Serraria Breguês e depois Banco Bradesco. Realizou seu sonho e seu dom: cursou Advocacia. Preocupado com todos e disposto a ajudar, não ficando só no seu dom maior: a palavra.

14. João Batista: 01/08/53 – 01/11/53

15. Evaldo: 25/09/54

Temos que pensar para falar sobre ele, pois, o mesmo pensa bastante para decidir algo e até para falar. Gosta de seguir o ditado de que temos dois ouvidos e uma só boca, portanto, ouvir mais e falar menos. Ajudou na loja em Jurumirim, no Armazém Lana em GV e gostava de acertar os ponteiros dos relógios.

16. Aparecida: 02/02/56 – 31/05/62

Esta é excepcional! A imagem dela no berço ainda permanece nos pensamentos daqueles que conviveram com ela. Ela é a Aparecida por isso não desaparece facilmente.

17. Maria José: 15/03/57

Se alguém quer resolver alguma coisa é só falar com ela. Sempre despachada e decidida não só para as próprias causas, como também para os outros. Comunicativa (para não dizer que às vezes fala demais) e sociável.

18. Claudina: 03/11/58

A Filhinha, no seu jeito tranqüilo de ser, gosta de ensinar e brincar junto com as crianças, de joguinhos inclusive paciência. Preocupada com as duas filhotas, às vezes até esquece de si mesma.

19. Anésio: 31/03/60

Sempre o caçulinha da mamãe. Constantemente na luta para proporcionar uma vida melhor aos filhos. Gostamos do seu jeito que convive com os filhos: até anda de bicicleta com eles.

20. Maria Auxiliadora: 20/05/61 – 20/05/61

Não conheceu este mundo e esta família. Nasceu diretamente para Deus.

21. Abel Mariano Lana: 14/09/09 – 24/03/63

Temos orgulho de sermos da sua descendência. Trabalhador incansável e às vezes arriscava enfrentando novos desafios para criar a grande família. Muito certo nos negócios (bem mais do que seu relógio de bolso Omega), a sua palavra valia mais que um documento. L evantava todos os dias bem de madrugada, lá pelas 4:00 h da manhã: fazia o café, o mingau dos filhos menores, tirava leite das vacas, tratava das criações e preparava pessoalmente a sopa de galinha para o almoço. Só depois disto acordava os filhos mais velhos para cuidar dos outros afazeres e ia então para a roça trabalhar de sol a sol com a enxada.

22. Madalena Pereira Lana: 21/07/21 – 18/11/2008

A mais forte de todos nós: muito mais do que mãe, continua sendo mãe e pai. Sempre pensando, rezando e fazendo alguma coisa para os outros. Quantas vezes ela já pediu emprego para nós. Tem uma fé inabalável.

Dalica, se nossa família é o que é hoje: imensa, linda, alegre, acolhedora, unida, generosa, amiga, honesta e de caráter incontestável, os méritos são seus. Sua garra, sua perseverança, seu amor infinito nos tornaram fortes para continuarmos essa caminhada. A Senhora é uma lição de vida, e isso nos deixa imensamente orgulhosos.

Muita coisa ainda teria para escrever sobre cada um. O importante é mostrar a luta, a união e a gratidão de cada um para com todos pela ajuda mútua nos caminhos da vida.

Muito Obrigado.

Evaldo Lana – 25/12/2005  (Atualizado posteriormente)