Cônego R. Trindade

 

 

 

 

Genealogias

 

 

da

 

 

Zona do Carmo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                Estabelecimento Grafico "Gutenberg"

 

                        Irmãos Penna & C.

 

                        Ponte Nova - 1943

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Genealogias

 

da

 

Zona do Carmo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estamos em frente dum livro de genealogia, ciência cuja importância niguem contesta, e todos consideram como auxiliar precioso da história e até da biologia.....

(Eugênio de Castro. Prefácio da Descendência dos 1os Marqueses de Pombal).

 

*  *  *

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                          À memória saudosa

 

 

                                de

 

 

                     FRANCISCO FERREIRA DA TRINDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

meu Avô materno, a quem ouvi as primeiras noticias dos primitivos povoadores da Zona do Carmo.

 

 

 

 

dedico o presente trabalho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                           PREFACIO

 

 

Ausencia de História equivale à ausencia de cultura, disse Bernhart (1). Assim é, de fato; e, com razão, povos sem historia são chamados aqueles que se encontram ainda nos limbos da civilisação primitiva. É pela memoria que se mantêm a continuidade e coesão da personalidade humana; analogamente, é pela Historia que se mantêm a continuidade na vida de um povo; e sem essa continuidade não é possivel o progresso cultural.

      A História, no conceito de Cicero, é a mestra da vida; no de Diniz de Halicarnasso, a Filosofia em exemplos; no de Polybio, a melhor escola de educação e cultura.

      Entretanto, uma nova orientação há, felizmente não seguida ainda entre nós, segundo a qual é preciso preparar uma geração libertada da preocupação histórica, uma geração "que pense inhistóricamente", pois só assim, dizem, poderá ser creadora e não apenas plagiária; só assim poderá plasmar o futuro em que vae viver, libertando-se do epigonismo que é o resultado do culto ao passado. - É essa a verdade? Não.

      - Não é exato que o estudo da Historia seja apenas o culto dos grandes homens e só nos consiga preparar epigonos que venham a ser, em regra, mais nocivos que uteis à humanidade.

      Certamente, muita razão assistia ao grande Reitor de Harvard University, Charles Eliot, em admoestar-nos : "Um passado brilhante constitue grave perigo, si nos torna contentes com o presente e mal preparados para o futuro". Não menos certo é, porém, que as glórias do passado podem constituir motivos para que nos esforcemos em não decair delas, assim corno a lembrança das desgraças costuma transformar-se em estimulo para futuro reerguimento.

      Em qualquer dos casos, a visão do passado é sempre salutar, porque a Historia tem um sentido e assim, pois, do exame do passado se podem deduzir lições e ensinamentos para o futuro.

      Louvores, pois, àqueles que se entregam a essa nobre e patriótica tarefa.

      Entre as várias ciências auxiliares da História, ao lado do estudo das armas e brazões (Heraldica); do conhecimento das moedas e medalhas (Numismatica); do estudo das inscrições (Epigrufia) dos selos (Spragistica). dos documentos (Diplomatica), das viagens, dos arquivos, etc., figura a Genealogia, isto é, o estudo da origem, propagação e parentesco das familias. E é por aí que começa a História.

      Na sua monumental História Universal (2) assinala Weiss os varios graus da evolução por que passa a História no seu conceito e na sua composição, distinguindo, entre o conceito da simples Genealogia e o da Historia, como a compreendemos hoje, tres outros: o cronistico. o analistico e o pragmatico.

      Como base inicial tem-se o estudo das familias, é a primeira forma, é o quadro inicial em que se vão articulando os acontecimentos. A Cronica e os Anais assinalam dia a dia, ano a ano, os fátos dignos de nota. Nos Anais tem-se, simplesmente, dos acontecimentos, o que: as festas nacionaes ou populares, os vencedores nos jogos, e ainda os fenomenos naturais, como eclipses; etc. Dos Anais procede a Cronica; nesta, pesquiza-se tambem o como, não porém o porque e o para que. A Cronica e os Anais atendem mais aos fátos que às pessoas.

      A Cronica das familias marca a passagem para as Memorias. A Memoria evolue para o modo pragmatico da História.

      O pragmatismo não se reduz à simples exposição dos acontecimentos, indaga-lhes tambem as causas e as correlações.

 

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      (1) Sinn der Geschichte.

      (2) Weltgeschichte.

 

 

 

 

      Temos finalmente o modo orgânico de conceber e escrever História: A humanidade é um agregado de individuos, não mecanicamente justapostos mas organicarnente combinados, formando no seu conjunto como um ser, como uma vida organica a cujas relações e funções se condicionam, se ajustam e se completam. A História será de certo modo a biografia desse ser Só esse conceito orgânico nos pode dar uma imagem fiel da realidade e corresponder à verdadeira unidade do genero humano. E só dessa maneira pode a História tomar caracter cientifico. Estudam-se as causas dos acontecimentos, as suas correlações, as suas consequencias. o que, o como, o porque, e o para que, verificando como se deram os acontecimentos, porque se passaram assim as cousas e quais as consequências.

      A primeira fase reduz-se, pois, a genealogias. Os Egipcios, que se gabavam de ser o povo mais antigo do mundo, começaram a sua História sobre a base das genealogias. As Enneadas heliopolitanas formaram o quadro das dinastias divinas, de que procederam por uma transição facil, no tempo de Menes, as dinastias humanas.

      Cousa semelhante se deu em Babilonia: Tomavam a historia particular da cidade para enquadrar nela a historia de todo o país, e as familias principescas, de origens várias, que se tinham sucedido no trono, para formarem o canon dos reis da Caldéa(3). Familias e dinastias, divinas e humanas: tal foi, em suma, o assunto desses primeiros quadros históricos.

      E esse não é apenas o plano natural e intuitivo para os primeiros tempos do homem na terra, para a aurora dos tempos históricos; mas, um programa adequado, para qualquer época e qualquer logar, especialmente no caso de paises novos, como o nosso, em que está ainda em formação o conceito organico de História..

      É facil compreender quanto podem para o conhecimento do conjunto esses estudos mesmo colhidos em recinto restrito, aparentemente fragmentarios e desarticulados. E há certas conexões históricas, certas relações causais que só por esse meio se podem esclarecer ou mesmo descobrir. Para comprovar ou corroborar o meu asserto poderia citar, só entre nós, muitissimos exemplos. Limitar-me-ei a um apenas, referente ao capitulo mais interessante da História Colonial mineira - a Inconfidência.

      Em 1925,. graças ao obsequio de um amigo, antigo colega meu no Seminário de Mariana, Sr. Samuel Soares de Almeida, pude, estando em São João d’El Rey, ler os assentamentos paroquiais relativos á familia de Tiradentes, de que fiz a publicação em meu livro — Inconfidencia Mineira (pags. 119-121). Embora reduzida apenas aos pais e irmãos de Tiradentes essa genealogia esclarece varios pontos da Inconfidencia, como os dous importantes depoimentos do Inconfidente Salvador Carvalho do Amaral Gurgel, a 12 e a 30 de Junho de 1789, em Vila Rica, relativamente ao episodio de um dicionário francês que o mesmo depoente quizera obter de Tiradentes por compra ou por emprestimo, depreendendo-se, ora que fora vendido por Tiradentes "a um seu irmão”, ora que estava emprestado com "o Pe. Francisco que tem uma botica na Ponte do Rosario”, dicionário que afinal, Salvador Gurgel obteve emprestado por quinze dias. Dessa genealogia, graças ao conhecimento da naturalidade dos pais e avós de Tiradentes, e à posição social do pai e dos irmãos do mesmo se podem deduzir como, fiz no citado livro, varias "conclusões" sobre o herói ; que não serão apenas meras conjecturas, menos ainda presunções arbitrárias, mas constituem informações históricas que só podem ser destruidas mediante provas positivas em contrário, e que, entretanto, vieram desfazer algumas versões erroneas ou pelo menos infundadas, que corriam sobre a matéria.

 

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(3) Mas pero - Histoire ancienne des peup les de L´Orient classique 1.

 

 

 

 

      Louvores, pois, ao autor do presente trabalho - Genealogias da Zona do Carmo.

      Não se trata de um estreiante em História, pois já conquistou brilhantemente as esporas com a publicação da Arquidiocese de Mariana - Subsidios para sua Historia. (3 volumes, São Paulo, Escolas Profissionaes do Lyceu Coração de Jesus, 1928). O titulo dessa obra é modesto, mas grande a valia, pela paciencia e minucia das investigações na consulta de abundante material documentario, pela segurança e elevação da critica, pela serenidade no julgamento e, sobretudo, pelo amor à verdade, essa verdade que deve ser encarada de frente, que não deve ser negada nem mesmo desfigurada ou difarçada, e que é a libertadora do espirito - Et veritas liberabit vos (4).

      O novo trabalho confirma a reputação feliz já adquirida pelo aut0or, e traz variados e seguros subsidios para a nossa Historia, desbravando o caminho e coordenando elementos, - isto é, lançando na fase dificil, na fase inicial da obtenção e elaboração do material histórico, as bases para futuras construções. Acresce que o trabalho do Conego Trindade não se reduz a genealogias secas, apenas ricas em nomes de pessoas; pois, são acompanhadas de muitas certidões, escrituras, testamentos, resumos biograficos, multiplos subsidios e contribuições enfim, de que se beneficiarão os que se propuzerem mais tarde a escrever a nossa Historia, da qual muito há ainda a expor e esclarecer.

      Embora mais amador que oficial, considero-me do mesmo oficio e posso não só avaliar os esforços e fadigas a que não se poupou o autor para escrever o seu livro, como apreciar e assinalar o merito que ele alcançou, sentindo-me feliz em pôr o meu nome nesta simples apresentação.

 

Lucio José dos Santos

 

      Belo Horizonte, 20 de Janeiro de 1943.         -

 

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      (4)  Joan VIII-32.

 

 

                      ABREVIATURAS

 

F         - Filho

N         - Neto

Bn        - Bisneto

Tn        - Trineto

Qn        - Teteraneto

Pn        - Pentaneto

Hn        - Sexto-neto

6n        - Sexto-neto

7n        - Sétimo-neto

C,c,      - Casado com

C..... c. – Casado..... com

C. 1 c.   – Casado em las. núpcias

C. 2 c.   – Casado em 2as. núpcias

n.p.      – neto (a) paterno (a)

n.m.      – neto (a) materno (a)

q.d.      - que descobri

Sg        - Sem geração

Cg        - Com geração (não inscrita por falta de dados)

N. ou n.  – nascido ou natural de

bat.      - batizado

+         - falecido

C. R.     – Carta régia

S. L.     - Silva Leme - Genealogia Paulistana

 

 

 

      FOI HÁ MUITOS anos. Andaria eu pelos doze ou treze do meu nascimento. Viajávamos, meu Avô materno e eu, de Barra Longa para Rio Doce, quando ao romper certa curva, nas proximidades da antiga fazenda do Bueno, Feriu-me de improviso um raio rebrilhante, frechado de baixo, de uma das margens do rio Carmo.

      O histórico ribeirão, ao fundo, no vale distante, rolava soluçante; ia a gemer, quem sabe, saudades dolorosas de seus dias de esplendor, de seus enamorados mortos, “daquelas cousas grandes que acabaram”...

      O dia - não me Lembra a quadra do ano — era um dia glorioso, alumiado pelos fulgores de um sol que ardia triunfante nas alturas, sobredoirando as coisas e emprestando ao cristal em montes pela praia o raio que me ofuscara.

      Não se me apagou mais da memória a paisagem que do Alio do Cabeça Sêca, áquela hora, se desdobrara aos meus olhos de doze anos. A immaginação infantil teria post no panorama cores e majestade porventura exageradas; mas estou a vê-las, com a mesma impressão de outrora, as gupiaras abandonadas, os taludes abertos em rasgões tenebrosos, as terras, derredor, gananciosamente raspadas pelo mineiro primitivo.

      A certa curiosidade, menos refreavel,satisfez-me o Avô, bastante     versado nas cronicas de sua velha e estremecida Barra Longa: haviam-me impressionado, mais que tudo, os cascalhos amontoados que, lá, abaixo, reverberavam lavadinhos, cintilantes, a luz do sol sem nuvens daquele dia.

      — "Foram os antigos..."— E à palavra "antigos", senti animarem-se aos meus olhos certas gravuras de velhos livros, desprenderem-se de suas páginas, descerem a povoar as margens silenciosas do ribeirão. De súbito movimentou se o deserto, multidão imensa de feitio estranho, excitada pela fome maldita do ouro.... Mas o Avô prosseguia —"Aquela risca, além, no morro , que nos está parecendo uma estrada, é um antigo rêgo de oito leguas. Traçou-o e abriu-o, para lavrar todas estas encostas, desde Corvinas até Santana do Deserto, o mestre-de-campo Matias Barbosa da Silva."

      E falou-me desse lusitano audaz e distinto, primeiro homem civilizado que, rompendo florestas milenárias e assenhoreando-se de todas aquelas terras, ali se fizera "o mais abastado vassalo da capitania."

      Contou-me da fazenda dos Fidalgos; discorreu acerca desses antigos; citou nomes; recordou lendas memorou histórias pitorescas.

      Transitávamos agora por defronte do Bueno e, apontando-me o casarão velhissimo, revelou-me que ali vivera, senhor de vultosos haveres, dono das lavras, opulentas outrora, deante das quais pasmara eu, havia pouco, Caetano de Oliveira, trisavô de meu Pai. Ouvi então o caso de uns pleitos memoraveis entre o velho mineiro, meu ascendente, e Antônio Alves Torres aliado a João Francisco Pimenta.

      Foi sem dúvida esse bom e saudoso Avô quem me herdou o ardente amor do passado de minha terra natal.

      Da lição que esse dia lhe ouvi ficou-me a obsedante preocupação de conhecer bem esses antigos, de levantar do esquecimento os primeiros povoadores da região em que nasci.

      Em sua quasi totalidade ai estão êles - seus nomes pelo menos — nas páginas que se seguem.

      E ai está como nasceram estas genealogias. Tarde me liberto da preocupação de pô-las por escrito e divulgá-las(*). É que só muito recentemente logrei afinal coligir a documentação sem a qual impossível me fora realizar o projeto longo tempo acalentado.

      Contudo, nada mais são as Genealogias da Zona do Carmo que nomes e datas, colhidas aqui e ali, de memórias e de arquivos, ao tempo em que ia eu saciando essa curiosidade que me nasceu na infância.

      Das menos nobres não é, como poderá parecer, a ocupação de organizar genealogias.

 

      (*) Delas publiquei, há alguns anos, pequeno ensaio, feito das limitadas informações que pude colher no ambito restrito da freguesia que eu paroquiava.

 

      Moisés no Gênesis nos Números; Esdras nos Paralipômenos, levantaram genealogias várias. O seu Evangelho, abre-o solenemente São Mateus com a árvore genealógica de Nosso Senhor Jesus Christo. São Lucas, a seu turno, ocupa-se no seu dos ancestrais do Divino Salvador(1).

      Eclesiásticos distintos, entre nós e em Portugal (para me referir somente aos que escreveram no idioma português), empregaram-se em estudos genealógicos.

      De trabalhos tais legou-nos Dom Antonio Caetano de Sousa dezoito volumes, com a historia da familia real e de todas as grandes casas portuguesas.

      Transmitiu-nos o piedoso jesuita Padre Antonio Cordeiro, nos dous volumes da Historia Insulana, a descendência dos que, primeiro, desbravaram e povoaram o arquipélago dos Açores.

      Jaboatão — Frei Antonio de Santa Maria Jaboatão — deixou-nos o Catálogo Genealógico e, nele, as origens de todas as grandes familias do norte brasileiro.

      Pouco mais de cinco anos há, tirou a lume o jesuita português Luis Moreira de Sá e Costa a Descendência dos Primeiros Marqueses de Pombal, opulentissimo trabalho, em cujas páginas desfilam num cortejo magnifico, que faz pensar na vingança de Deus os netos do truculento Marquês, á frente dos quais se destaca, suave e bondoso, o bispo de Mariana Dom Antonio Maria Correa de Sá e Benevides, acolitado por monsenhores da patriarcal, priores de colegiadas, jesuitas, franciscanos, lazaristas, carmelitas, padres e freiras de várias familias religiosas, todos êles "frutos delicados" da mesma "arvore sombria".(2)

                            *   *

                              *

      Não dá, portanto, o autor destas genealogias por mal consumidas as horas, roubadas a um justo recreio, que empregou na decifração de pulverulentos e carcomidos códices, donde brotou a parte, acaso, menos desinteressante das Genealogias da Zona do Carmo.

                            *   *

                              *

      Aos progênitos da estirpe boa e honrosa que descobriu e povôou a zona do ribeirão do Carmo, entrego o destino de meu livro. Em suas Páginas encontrarão somente motivos de justo desvanecimento. Estou que o hão de perlustrar contentes de seus antepassados.

 

Mariana, 19 de maio de 1943.

 

Cônego R. Trindade

 

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      (1) Geni. caps. V, X, XXII, XXV e XXXVI; Num. III e XXVI; 1º Paralip. 1 — e segs.; S.Math. I; S.Luc. III.

      (2) Eugênio de Castro remata o excelente prefácio que deu à Descendencia com estas palavras: "Como duma árvore tão sombria nasceram frutos tão delicados? E, á falta de resposta que me satisfaça, acabo por exclamar, como exclamaria um francês: c’ est la vengeance de Dieu!"

 

 

 

TITULO XV

LANAS

 

       -Veio de Baiona, cidade francesa, capital dos Baixos Pirineus, o tronco dos Lanas, família não menos distinta, nem menos disseminada em Minas, do que qualquer das de que me ocupo no presente trabalho.

        Vinte e cinco anos havia que eu buscava sem resultado a origem do cognome Lana. Frustavam-se, vexatoriamente para meus pudores de genealogista amador, uma por uma, todas as minhas batidas por cartórios e memórias. Há pouco, porém, ao investigar as raízes de outro cognome, usado por colaterais meus - Costa Santos-  deparou-se-me de surpresa a resposta, anciosa e baldadamente solicitada, durante estirados anos, a quantos arquivos e pessoas pude consultar. Tive nesse dia a mais saborosa emoção, que ainda me proporcionaram os meus recreios no campo da genealogia.

      Dou não pequeno valor a este descobrimento e, por isto, o titulo em que o revelo, dedico-o à memória de Godofredo Lana, que, no grémio da Congregação Salesiana de São João Bosco,cedo amadureceu para o céu. É uma pobre homenagem de saudades, que tributo ao meu dileto amigo da infância, penhor de minha admiração pelas suas insignes virtudes sacerdotais.

      Ofereço-o ainda, como documento de carinhoso afeto, a minha   afilhada—Teresinha de Vasconcelos Lana—Hn 52 deste titulo.

      JEAN DE LANNE, artista francês, filho de outro Jean de Lanne,  mestre de ourivesaria em Bayonne, é o avô de todos os Lanas mineiros e, também, de todos os Costa Santos da zona do Carmo.

      Para o Brasil veiu ele ao expirar o século XVII. Em 1696,um amigo foi levar-lhe a La Rochelle, quando embarcava, o abraço de despedidas.

  No Rio de Janeiro, onde lhe nasceram os primeiros filhos,

casou com D. MARIA DE JESUS, dali natural. Transferiu-se depois para as Minas tendo residido em Antonio Dias de Vila Rica,em Cachoeira do Campo e em São Bartolomeu. Em Itabira doCampo, no Furquim e em Antonio Pereira, assim como no Serro, encontram-se filhos, genros e netos de Jean de Lanne.  

      Digam os técnicos se das obras de ourivesaria, que admiramos em igrejas e casas abastadas da região de Ouro Preto e de Mariana, boa porção não teria saido das oficinas do artista francês.

      Seu nome, nos documentos que compulsei, aparece grafado, ora Jean de Lanne, ora Jean Delanne. Já no registo de batismo e de casamento de seus filhos e netos o nome vem traduzido João de Lana, e o Lana quasi sempre com n singelo.

      Do seu casamento descobri as cinco filhas (*) seguintes :

      D. Catarina de Jesus Lana              — Cap. I

      D. Margarida de Jesus Lana             — Cap. II

      D. Maria de Jesus Lana                 — Cap. III

      D. Mariana de Jesus Lana               — Cap. IV

      D. Quitéria de Jesus Lana              — Cap. V

 

                      Cap. I

  F1) D. Catarina de Jesus Lana nasceu na freguesia da sé do Rio de

      Janeiro e ali foi balizada a 19 de fevereiro de 1703.

      Casou em São Bartolomeu, comarca de Vila Rica, com o sargento mor

      Francisco Leite de Brito, n. em Vila do Conde, filho de Fernão de

      Brito e de D. Maria Gonçalves, esta, natural de Guidões, bispado do

      Porto. Filhos nascidos em São Bartolomeu :

      N1) Padre Joaquim Bento de Lana, ordenado a 21 de março de 1759.

      N2) Padre Francisco Leite de Brito, ordenado em sede vacante, por

          morte de D. Fr. Manuel da Cruz.

      N3) D. Ana Rosa da Conceição c. c. Antonio da Costa Santos,nascido

          a 23 de outubro de 1723 em Santa Maria Nova de Azurara, termo

          da Maia, bispado do Porto. Era filho de José da Costa Santos o

          de D.Tomásia Ventura dos Anjos, da mencionada Azurara.

          Filhos, os quatro primeiros nascidos em São Bartolomeu, e os

          dous últimos em Barra Longa :

          Padre Camilo de Lelis Brito       § 1º.

          Padre Antonio da Costa Santos     § 2º.

 

                               ______________

 

(*) Ê digno de nota que, não havendo Lanas por varonia, em 80 sobre

100, dos que conheço, se verifique perfeitamente caracterizado o tipo gaulês.O. primogénito do Dr. Inácio Lana, sem embargo dos duzentos anos, que medeiam entre o longínquo avô e ele, seu sexto neto, e um genuíno baionense.

      José da Costa Santos             § 3º.

      Venancio da Costa Santos         § 4º.

      D. Francisca Maria Angélica      § 5º.

       João de Lana Brito               § 6º.

                          1º.

Bn1) Padre Camilo de Lelïs Brito ordenado a 17 de março de 1784.

                             2º.

Bn2) Padre Antonio da Costa Santos, ordenado em sede vacante.Foi

     proprietário de uma fazenda no córrego das Lages em Barra Longa.

     No livro 4º. de óbitos desta freguesia, a fls. 41, esta registrado

     o seu testamento.

               3º.

Bn3) Jose Costa Santos, habilitado de genere, c. c. D. Ana joaquim

     de Jesus.

               4º.

Bn4) Alferes Venancio da Costa Santos. Casou-se em São Gonçalo Rio

     Abaixo, quando este lugar era ainda capela filial de  Santo Antonio

     do Ribeirão de Santa Bárbara.Chamava-se Antonia Maria de Jesus (*) a

     sua mulher da qual Teve os filhos :

     Tn1) D. Maria Candida de São José c. 1º., a 14 de julho de 1820, c.

          Cristovam Dias Duarte, filho de Cristovam Dias Duarte e de

          D.Rita Jacinta de Jesus, naturais de São João do Morro Grande;

          e 2º., em 1857, c. o capitão José Mariano da Costa e Lana,

          viuvo, seu tio. Deste 2º. matr. não houve filhos.

          Do 1º. matr. uma filha única q. d.:

         Qn 1) D. Cassiana Dias Duarte c. c. Manuel Mariano da Costa

               Lana. Geração em Qn 4 abaixo.

               (*) Filha José da Costa Mole — F 6 de Mol.

   Tn2) Joaquim da Costa Santos c. c. D. Maria Januária, Geração em

        Costa Santos-F 2.

                            5º.

Bn5) D. Francisca Maria Angélica (**) c. c. José da Costa Mole,

     F 6 de Mol. Filhos q. d. :

    Tn3) D. Ana Joaquina da Conceição c. c. o capitão Miguel Joaquim

         Ferreira Rabelo. Sg. Cf. N 4 de  Rabelos.

    Tn4) Capitão José Mariano da Costa e Lana nascido  em Barra Longa. C.

         1º., em 1818, c. D. Maria Alvês Xavier, F 2 de Xavier da Costa

         e 2º. c. Tn  1 supra. Do 2º. não houve filhos. Filhos :

         José Mariano da Costa Lana                  A

         Francisco Mariano da Costa Lana             B

         Manuel Mariano da Costa Lana                 C

         Inácio Mariano da Costa Lana                D

         Joaquim Mariano da Costa Lana                E

         João Mariano da Costa Lana                   F

         D. Maria Luisa Lana                        G

         D. Francisca Maria Angélica de Lana          H

         Antonio Mariano da Costa Lana                I

         D. Josefa Maria Angélica de Lana             J

         Venancio Mariano da Costa Lana               K

         Luís Mariano da Costa Lana                   L

         Vicente Mariano da Costa Lana                M

- A

Qn2) José Mariano da Costa Lana c. a 23-V-1843 c. D. Ana Vieira

     de Sousa, N 4 de Vieira de Sousa. Filhos :

       Pn1) D. Ana Vieira Lana c. c. Francisco Pena.

       Pn2) D. Maria Lourenço Vieira Lana c. c. Domingos de Sousa 

            Cunha.

- B-

        Qn3) Francisco Mariano da Costa Lana batizado a 12-XII-1820,

             C. a 18-XI-1845 c. D. Maria da Conceição Leopoldina de

             Sá e  Castro, filha do guarda-mor Manuel Januário da

             Cunha  e Castro, Filha;

             Pn3) Maria de Castro e Lana

   (**) Foi c. c. Sebastião Ferreira Rabelo. Cf. Rabelos -N 3.

- C -

Qn4) Manuel Mariano da Costa Lana c. c.  D. Cassiana Dias

             Duarte, Qn 1 - retro. Filhos :

             Pn4)  Dr. José Mariano Duarte Lana            a

             Pn5)  Cristovam Marinno Duarte Lana            b

             Pn6)  Manuel Mariano Duarte Lana              c

             Pn7)  D. Mariana Duarte Lana                        d

             Pn8)  D. Guilhermina Duarte Lana              e

             Pn9)  D. Idalina Duarte Lana                       f

             Pn10) Antonio Mariano Duarte Lana             g

             Pn11) D. Maria Cassiana Alves de Lana         h

             Pn12) D. Antonia Duarte Lana                        i

             Pn13) D. Raquel Duarte Lana                         j

             Pn14) Afonso Mariano Duarte Lana              k

                                - a -

 

          Pn 4) Dr. José Mariano Duarte Lana, médico. Um dos grandes

                   bemfeitores de Ponte Nova, de cuja câmara municipal

                   foi presidente. No seu governo adquiriu os terrenos

                   onde se levantou o florescente bairro de Palmeiras,

                  (me é hoje  uma nova cidade, sede de paróquia. Promoveu

                   a vinda das irmãs salesianas. A ele portanto se deve a

                   Escola Normal e o inicio da reforma da Santa Casa, de

                   Que essas irmãs são diretoras. Foi c. c. D. Elisa

                   Martins, Bn  31 de Martins. Filhos :

                   Hn 1) Dr. José Mariano Duarte Lana, medico, c. c. D.

                         Marieta Brandão, filha de Carlos Brandão c de D.

                    Josina Soares. Filhos :

                    7n1) Maria Elisa Brandão Lana

                    7n2) José Carlos    «      «

                    7n8) Ana Maria     «

                    7n4) Maria Mazzarello Brandão Lana

              Hn 2) Professor Custodio Mariano Duarte Lana, c. a

                    9-1-1927, c. D. Zilda Memolo, nat. da capital

                    de S. Paulo, filha de Amadeu Memolo e de D.

                    Maria  Amélia Memolo. Filhos :

                    7n5) José Mariano Duarte Lana

                    7n6) Maria Amélia Memolo Lana

                    7n7) Elisa Helena     «

                    7n8) Amadeu José    «    «

              Hn 3) D. Elisa Martins Lana c. c. o dr. Jaime

                    Cerqueira Marinho. Geração em Qn 21 de Marinhos

            Hn 4) D. Cassiana Elisa Duarte Lana c. 1º. c. o  dr

                  Jose  Jacinto Vieira Martins e 2º. c. Pio de

                  Sousa.Filhos do 1º. em Tn 87 de Vieira de Sousa.

       Filhos do 2º:

       7n9)  Jesus +

       7n10) Justus

 Hn 5) D. Maria Elisa Martins Lana c. c. Antonio Vieira

              Duarte Lana. Geração em Tn 150 de. Vieira de

              Sousa.

        Hn 6) D. Ana Elisa Duarte Lana c. c. Agenor Messias.

              Filhos :

              7n11) Eduardo Lana Messias

              7n12) Maria Elisa Lana Messias

              7n13) Maria Antonia «     «

              7n14) José Américo «     «

                    -b-

         Pn5) Cristovam Mariano Duarte Lana c. c. D. Antonia das Ne

              ves Gonçalves Lana, Pn 26 infra. Filhos :

              Hn 7) D. Cassiana Duarte Lana

        Hn 8) Antonio Mariano Lana c. c. D. Evangelina Mar-

              tins (cf, Tn 147 de Martins).

        Hn 9) D. Antonia Duarte Lana.  

        Hn 10) D. Maria do Carmo Duarte Lana.

               Pn6) Manuel Mariano Duarte Lana c. c. D. Maria

                    da Silva Lana, Hn. 18 infra. Filhos:

        Hn 11) José Lana

        Hn 12) Francisco Lana c. c. Maria Luisa Teixeira, Tn  

               125 de Martins.

        Hn 13) Jovelina Lana

        Hn 14) Cassiana «

        Hn 15) Olívia    «

        Hn 16) Maria

        Hn 17) Odila

                

 -d-

        Pn 7) D. Mariana Duarte Lana c. c. José Eloí Xavier da

              Costa  Geração em N 10 de Xavier da Costa.

                           - e -

         Pn 7) D. Guilhermina Duarte Lana c. c. José Mariano

               Gonçalves Lana. Geração em Pn 25 adeante.

                          - f –

Pn 9) D. Idalina Vieira Duarte Lana c. c. Francisco de

      Paula  Vieira de Sousa. Geração em Bn 34 de Vieira de

      Sousa.

       - g

         Pn 10) Antonio Mariano Duarte Lana c. c. D. Maria Regina

                Martins, Tn 2 de Marfins.

                            - h –

         Pn 11) D. Maria Cassiana Alves de Lana c. 1º. c. Franciscco

                Antonio da Silva e 2º. c. João Frederico Xavier da

                Costa.Filhos do 1º.:

                Hn 18) D. Maria da Silva Lana c. c. Manuel Mariano

                       Duarte Lana, Pn 6 supra.

                Hn 19) Manuel da Silva Lana c. c. D. Maria do Carmo

                       Vieira Lana, Tn 152 de Vieira de Sonsa.

              Filhos:

              7n15) José Vieira da Silva Lana

              7n16) João Vieira da Silva Lana

       Hn 20) João Alfredo da Silva Lana  +  solteiro.

              Filhos do 2º. matr. de Pn 11: em N 4 de

              Xavier da Costa (*)

Pn 12) D. Antonia Duarte Lana c. c. Miguel Antonio da   

       Silva.

       Filhos :

                Hn 21) Dr. Miguel Antonio de Lana e Silva. Foi

                       senador ao congresso estadual. Advogado em

                       Ponte Nova. C. c. D. Leonor Valentim Lana.

                       Filhos :

                       7n17) Irmã Irene Lana, da Congr. Salesiana.

        (*) Ai encontrará o leitor o Padre Francisco Xavier de Lana,

                mais um distinto sacerdote que honra a família Lana.

                          7n18) Miguel Valentim Lana c. c. D. Maria 

                                Gomes.  Filhos:

                                8n1) Aríete Gomes Lana

                                8n2) Miguel   «     <

                                8n3) Maria Virgínia «

                          7n19) Dr. Silvio Lana, advogado,  + solteiro.

                          7n20) Dr. Valdemar Lana, advogado.

                          7n21) D. Ambrosina Lana c. c. o dr. Artur

                                Carneiro. Sg.

                          7n22) D. Ana da Cruz Lana.

                          7n23) D. Carmen Lana c. c. o dr. Antonio Caetano

                                de Sousã. Sg.

                          7n24) Dr. Fausto Lana, médico.

                          7n25) Dr. José Lana, advogado.

                          7n26) Dr. Celso Lana

                           Hn22) José de Lana e Silva

                           Hn23) Manuel   «      «

                           Hn24) Lindolfo 

                           Hn25) Silvestre

                           Hn26) Cassiana

                           Hn27) Maria

       Pn 13) D. Raquel Cassiana Duarte Lana c. c. Marinho Martins

             da Silva. Geração em Bn 54 de Martins.

                        - k –

              Pn 14) Afonso Mariano Duarte Lana c. c. D. Maria da Nativi- 

                    dade Gomes de Lana, Pn 16 infra.

 - D –

        Qn 5) Capitão Inácio Mariano da Costa Lana c. 1º. c. D. Maria

             Eulália, da qual não houve filhos; e 2º. c. D. Maria Mes

             sias de Almeida Gomes, Tn 73 de Gomes. Filhos :

            Pn 15) José Mariano Gomes de Lana c. c. D, Maria Luisã Vieira

                   Lana, Pn 34 infra.

            Pn 16) D. Maria da Natividade Gomes de Lana c. c. pn 14supra.

            Pn 17) D. Julía Gomes de Lana c. c. Venancío Mariano da Costa

                   Lana, Pn 31 infra. Sg.

            Pn 18) D. Áurea Gomes de Lana c. c. Anselmo Vasconcelos.

                   Geração em Tn 27 de Magalhães.

            Pn 19) D. Francisca Gomes de Lana c. c. Francisco de

                   de Lana Xavier, Bn 26 de Xavier da. Costa.

       Pn 20) D. Dulce Gomes de Lana.

       Pn 21) Dr. Inácio Mariano Gomes de Lana c. c. D. Zélia

              Cavalcanti Lana, Pn 267 de Gomes. Filhos :

              Hn28) João Bosco Cavalcanti Lana

              Hn29) Madalena 

              Hn30) Lea           <      «

              Hn31) Gilda

              Hn32) Mareio          *       *

       Pn 22) Elisa Gomes de Lana.

       Pn 23) Alcina Salina Lana.

 

-E e F=Qn 6 e Qn 7

            (Não obtive iniormações sobre estes Qns)

- G

Qn 8) D. Maria Luisa de Lana c. c. Joaquim Vieira de Sousa

      Rabelo. Geração em N 6 de Vieira de Sonsa.

 

- H

Qn 9) D. Francisca Maria Angélica de Lana c. c. João Inácio

             Martins da Silva. Geração em N 17 de Martins.

       Qn 10)António Mariano da Costa Lana c. c. D. Helena Gonçal

             ves Mói, Tn 7 de Mói. Filho :

             Pn 24) António Gonçalves Lana c. l', c. D. Luisa Au-

               gusta Coita, Bn 44 de Cofias; e 2'. c. D. Josefina

               das Neves. Sg. do 2".

               Filhos :

               Hn33) Padre Godofredo de Bulhões Lana, n. Como seus

                     irmãos em Barra Lon^a, na fazenda do En^enlio,

                     fundada por Francisco Gomes Pinheiro, tronco

                     da família Gomes. Fez o curso secundário,

                     parte no Caraça e parte em Niterói, onde

                     professou e se ordenou na Congregação

                     Salesiana. Faleceu muito jovem, como dirctor

                     dos estudos no Colégio Santa Rosa. Foi

                     condiscipulo do autor destas Genealogias, no

                     Externato o José, criado e dirigido em Barra

                     Longa pelo cónego Nativo Lessa.

              Hn34)  D. Maria Jordelina Lana c. c. Alfredo de

                     Paula Ferreira. Filhos :

                     7n27) Manuel Lana de Paula Ferreira

                     7n28) Luisa      «    «

                     7n29) Margarida  «    «      «     

                     Tn30) Antonio    «    «

                     7n31) Alfredo    «    «

                     7n32) Godofredo  «    «      «

                     7n33) Alcides    «    « 

                     7n34) Rita      «   «       «

                     7n35) Maria     «   «       «

                     7n36) Nativo    «   «       «

        Pn 35)  Dr. Antonio Gonçalves Lana, advogado c. c. D. Luisa

                de Assis Mol Pn l2 de Mol.

                Filhos :

                      7n37) Gilson Lana

                      7n38) Maria Celse Lana

                      7n39) Eda Lana

                      7n40) Zita

                      7n41) Zilda

                      7n42) Milton

                      7n43) Antonio Luís Lana

              Hn36)  Padre Alcides W. de Lana Cotta. Sacerdote

                     da Congregação Salesiana. Fez o curso se-

                     cundário em Cachoeira do Campo, onde se

                     bacharelou em ciências e letras. Fez os es-

                     tudos superiores de teologia em Montivideu.

                     Tem trabalhado em diversos colégios de sua 

                     congregação. Dirige atualmente o Ginásio Dom

                     Helvécio em Ponte Nova.

              Hn37)  Irmã Zita Lana, salesiana.

              Hn38)  José Gonçalves Lana  + solteiro.

 

- J -

  Qn 11) D. Josefa Maria Angélica de Lana c. c. Manuel Vieira de

         Sousa Rabelo. Geração em. N 8 de Vieira de Sonsa.

- K -

       Qn 12) Capitão Venancio Mariano da Costa Lana c. c. D. Antonia

              Maria Alves Mol, Tn 11 de Mol. Filhos nascidos todos na

              fazenda das Corvinas (*), em Barra Longa:

              José Mariano Gonçalves Lana                  l

              D. Antonia das Neves Gonçalves Lana     2

              Manuel Mariano Gonçalves Lana           3

              Francisco Mariano Gonçalves Lana        4

              Leandro Mariano da Costa Lana           5

              Edmundo Mariano da Costa Lana           6

              Venancio Mariano da Costa Lana          7

                               -1-

           Pn 25) José Mariano Gonçalves Lana c. c. D. Guilhermina

                  Duarte Lana, Pn 8 retro. Filhos:

                  Hn39) Manuel Mariano da Costa Lana

                  Hn40) Venancio Mariano Sobrinho c. c. D. Francisca de

                        Paula Trindade, Bn 45 de Trindades

                  Hn41) D. Maria do Carmo Duarte Lana

                  Hn42) Cristovam Mariano Duarte Lana

                               -2-

           Pn 26) D. Antonia das Neves Gonçalves Lana c. c. Cristovam

                  Mariano Duarte Lana, Pn 5 supra.

                               -3-

           Pn 27) Manuel Mariano Gonçalves Lana c. c. D. Zita Adelia

                  Cotta, Bn 43 de Cultas. Filho único :

             Hn43) Manuel da Costa Lana, professor na Escola Agrí-

                  cola de Viçosa; c. c. D. Rosália Mémolo, n. em

                  São Paulo, filha de Amadeu Mémolo Lana e de

                  D. Maria Amélia Mémolo. Filhos :

           7n44) Zita Mémolo Lana

           7n45) Hélio  «     «

           7n46) Maria Amélia «

           7n47) Geraldo Mémolo Lana

 

     (*) Corvinas é uma preciosa relíquia do passado em Barra Longa,

         Recorda os austeros e venerandos patriarcas Manuel Gonçalves

         Mol e Venancio Mariano da Costa Lana; e ao autor destas

         Genealogias acorda uma saudade bastante viva de horas muito

         felizes, ali vividas no convívio gratíssimo de Mundeco e

         Venancinho Lanas (1915—1923).

 

                         -4-

       Pn 28)  Francisco Mariano Gonçalves Lana c. c.D.Luisa Martins.

                          Lana Bn 32 de Martins.             

                                      -5-

    Pn 29)  Leandro Mariano da Costa Lana c. c. D. Elisa Xavier de

                          Lana Bn 2 de Xavier da Costa.

                                     -6-

    Pn 30)  Edmundo Mariano da Costa Lana c. c. D. Teresa Vasconcelos, Tn 30 de Magalhães. Filhos :

                          Hn44 ) D. Maria José de Vasconcelos Lana c. c. Joaquim Coutinho de Sousa. Filhos:

                                 7n48) José Geraldo Coutinho de Sousa

                                 7n49) Maria de Lourdes Coutinho de Sousa.

                          Hn45)  Maria Regina  +

                          Hn46)  D. Maria da Conceição Vasconcelos Lana c. c. Antonio Drumond. Geração em Tn 11 de Drumonds.

                          Hn47)  Maria do Carmo Vasconcelos Lana.

                          Hn48)  José de Vasconcelos Lana c. c. D. Maria de Lourdes Bretas Mol, Pn 47 de Mol. Filhos:

                     7n50) Edmundo Mol Lana

                     7n51) Venancio Mol Lana

                     7n52) Mauricio Mol Lana

                    Hn49)  Dr. Benedito Vasconcelos Lana, advogado e agri-

                           cultor. Acompanho-o desde o berço, visto como

                           batizei. Foi meu aluno no Ginásio Dom Helvécio

                           onde concluiu o curso secundário. Está hoje com

                           seus irmãos (Hn 48 e Hn 44), à frente da fazenda

                           das Corvinas, que se mantém no lugar de prima-

                           sia, que sempre ocupou, entre as demais fazen-

                           das do município de Barra Longa. Esta ainda

                           solteiro (março 1941).

                     Hn50) Maria Regina de Vasconcelos Lana.

                     Hn51) Edmundo de Vasconcelos Lana, académico.

                     Hn52) TERESA DE VASCONCELOS LANA.

                     Hn53) Maria Auxiliadora de V. Lana.

                     Hn54) Maria da Gloria de V. Lana.

                     Hn55) Venancio Vasconcelos Lana.

                     Hn56) Maria Estela de Vasconcelos Lana.

 

 

 

                        

                                        

 

                              

            Pn 31) Venancio Mariano da Costa Lana c. c. D. Júlia Gomes

                   Lana, Pn 17 supra. Sg.

     Qn 13) Luís Mariano da Costa Lana. Faleceu solteiro.

 

- M -

     Qn 14) Vicente Mariano da Costa Lana c. lº, c. D. Josefa Honorina

            Vieira de Sousa e 2º. c. D. Maria José de Sousa, filha de

            Evaristo Sousa Teixeira e de D. Rita Bárbara. Cfr.

            Vieira de Sousa Bn 6. Filhos do lº.:

            Pn 32) José Mariano de Lana c. c. D. Ana Vieira Duarte

                   Lana, Tn 149 de Vieira de Sousa.

            Pn 33) D. Maria Josefa de Lana c. c. Luís Maria Vieira

                   Marques.

            Pn 34) D. Maria Luisa Vieira Lana c. c. José Mariano

                   Gomes de Lana, Pn 15 retro.

       Filhos do 2º. matr. :

Pn 35) Vicente Mariano da Costa Lana, nasc 11/08/1898

Pn 36) D. Maria Luisa da Costa Lana, nasc 31/08/1899

Pn 37) D. Dorotea da Costa Lana, nasc 06/08/1904

Pn 38) José Luzia Lana, nasc 13/12/1907

Pn 39) Abel  Mariano  Lana, nasc 14/09/1909, falec 24/03/1963

Pn 41) D. Rita Maria Lana, nasc 31/12/1912

Pn 40) Evaristo Mariano Lana, nasc 18/09/1914, falec 21/10/1953  

 

Bn 6)  João de Lana Brito.

                          Cap. II

F 2) D. Margarida de Jesus Lana, natural do Rio de Janeiro, c., em Vila

     Rica, c. Manuel Gonçalves Porto, nascido em  São Vicente de Louredo,

     bispado do Porto, filho de Lourenço Gonçalves, nat. de Santa Maria

     de Fermedo, e de D.Jeronima Antonia, da freguesia de Louredo.Filhos:

N 4) Padre Manuel Gonçalves Porto e Lana, nascido em Antonio Dias de Vila

     Rica. Ordenado a 20 de  maio de 1755.

N 5) Padre José de Lana Porto, da mesma naturalidade de seu irmão.

     Ordenado em sé vaga. Foi vigário colado de Itatiaia.

 

                  Cap. III

F 3) D. Maria de Jesus Lana, nascida em Vila Rica, freguesia  de Nossa

     Senhora da Conceição de Antonio Dias, c. c. o sargento-mor Manuel da 

     Costa Roriz, filho de Manuel da Costa e de D. Maria Alves, todos

     três naturais da freguesia do Couto de São Pedro, arcebispado de

     Braga, Filhos :

N 6) Padre Manuel Dias da Costa Lana. Nasceu em Nossa Senhora da Boa

     Viagem de Itabira do Campo. Foi ordenado durante a sede vacante, que

     se seguiu ao falecimento de D. Fr. Manuel da  Cruz.

    

     Em 1777 era capelão-cura do Recolhimento de Macaúbas. Findou a sua

     Carreira sacerdotal como vigário colado da freguezia de Ouro Branco.

     No desempenho completo destes dous ofícios cifrou-se a  

     nobreexistência do Padre Manuel Dias.

    

     O trecho, entretanto, de sua vida, mais saliente, de mais interesse

     para a história, é o que se desenvolveu em Macaúbas, instituto

     contra o qual se ergueram, por esse tempo, e se investiram atrevidas

     ambições. A estas opoz-se heroicamente o Padre Lana.

    

     Estribadas em velho e incontestável direito,que lhes conferira o

     bispo diocesano, com audiência e anuência sem reserva do vigário de

     Roças Novas, dentro de cuja jurisdição territorial se edificara o

     Recolhimento, gosavam as recolhidas de isenção paroquial. A medida,

     sábia e justa, partira do prelado fluminense, D. Fr. João da Cruz,

quando em 1744 visitara aquela casa.

Vinte e cinco ou trinta anos após, revoltamse contra a determinação

episcopal os vigários de Roças Novas, um deles, mais ousado, chegou

a apoderar-se, durante uma ausência do capelão,das alfaias da igreja

e da chave do sacrário.Por 1775 proximamente sendo instituído ca

pelão-cura, decide-se o Padre Manuel Dias a enfrentar os adversários

do Recolhimento. Sabia,porém, o avisado sacerdote que viriam ao chão

todas] as suas providencias. Eram os ominosos tempos do padroado,

de ingrata memória particularmente para a Igreja no Brasil. Os estatutos de Macaúbas careciam de aprovação régia e, sem esta, seriam, com efeito, precárias e insubsistentes quantas medidas tomasse o piedoso capelão no intuito de amparar o Recolhimento, afastando dele a influencia de uns párocos, zelosos tão somente das parcas conhecenças e dos estiticos be nesses, que de Macaúbas lhes poderiam manar para os cofres ávidos.

 

Por isto, mirou logo o inteligente sacerdote a providência redentora, a única que podia trazer sossego definitivo á sua casa: a aprovação dos estatutos. Para alcançá-la, sabedor também de quão vagarosas se arrastavam pêlos tribunais do reino as petições de qualquer natureza, decide-se a ir pleitêiá-la pessoalmente deante do trono.

 

Que decepção aguardava em Portugal o valente sacerdote mineiro ! Não se lhe verga no entanto o animo, e de Portugal não volta, enquanto

não logrou despacho favorável o empenho que até lá o conduzira.

 

Pasme o leitor, e avalie a que grau de paciência, de heroicidade, teria subido a alma retemperada do Padre Manuel Dias.

O seu requerimento, instruído magnificamente com todos e os melhores documentos, foi apresentado ã rainha (D. Maria I regia então os des-

tinos de Portugal) em agosto ou setembro de 1778,e teve o seu primei-

ro despacho em 24 de novembro de.... 1781 !!!

Para trazer o despacho favorável, definitivo,houve o heróico sacerdo-

te de esperar... onze anos e meio! Durante esse tempo enfermou gravemente.

Esteve cego seis meses e assim mesmo, ia frequentemente bater ã porta dos ministros". de sua magestade ! «Eu já grito, escrevia ele para cã, sejam as idéas quais forem, façam o que lhes parecer, mas apareça o novo estatuto do recolhimento...»

 

Alcançou finalmente a medida que ampararia o seu querido Recolhimento. Lá, em Macaúbas, é o seu nome freqüentemente abençoado. E' o grande bemfeitor daquela instituição.Pároco, ao fim da vida (em 1813 ainda vivia),de uma modesta freguesia, perdida entre serras e grotas destas Minas, ali findou modestamente os dias de sua trabalhosa existência, E quando lhe caía o corpo na tumba, aberta no seio amigo de sua igreja do Ouro Branco, caía-lhe simultaneamente a memória na tumba ingrata do esquecimento. Aí teria jazido, para sempre talvez, não foram as pesquizas do Padre Joaquim Silvério de Sousa (depois arcebispo de Diamantina)» de que resultou esse magnifico Sítios e Personagens, em cujas paginas revive para a justiça da historia o Padre Manuel Dias da Costa Lana, ao lado do Padre José Gonçalves, de Felix da Costa e de outros personagens, que bem merecem da Igreja em Ali nas.

N 7) D. Maria da Costa Lana c. c. José de Morais Sarmento, filho de José

     de Morais Sarmento e de D. Ana Teixeira de Sá, naturais do lugar de

     Vilarinho de Agrochão,bisbado de Miranda. Filho, único q. d.:

     Bn 7) Padre João Dias da Costa Lana, batizado a 3 de maio de 1818 em

           Antonio Pereira, onde nasceu. Ordenado durante a sede vacante,

           que se verificou por falecimento de D. Fr. José da Santíssima

           Trindade.

                      Cap.IV

F 4) D. Mariana de Jesus Lana nasceu na freguezia de Nossa  Senhora de

     Nazaré de Cachoeira do Campo e ali foi batizada a 14 de novembro de

     1714. Casou-se com o sargento mor Pantaleão da Costa Dantas,

     natural de São Miguel da Fontoura, comarca de Valença do Minho, ar-

    cebispado de Braga. Filhos :

    N 8) D. Antonia Teresa de Jesus Lana, batizada, a 3 de março de

         1738, na freguesia de Nossa Senhora  do Pilar de Vila Rica;

         c., a 20-2-1757, na capela  de Cachoeira do Brumado, filial da

         igreja do Sumidouro, com licença do vigário do Furquim de quem

         eram paroquianos, c. Domingos Fernandes Barroso, filho de   

         Jerónimo Fernandes Barroso e de D. Joana Gonçalves, todos três

         naturais da freguesia de Santa Maria Madalena de Negrões,termo

         de Monte Alegre, comarca de Chaves. Filhos :

    Bn 8)Capitão João Fernandes de Lana, batizado na matriz do Pilar de

         Vila Rica a 25-4-1760; casado em 1796 c. D. Maria Joaquina Po-

         lidora, batizada a 22-7-1779 (verificado ser ele dezenove anos

         mais idoso que sua mulher), na «Capella de São Sebastião  e

         almas da Ponte nova», filial do Furquim. D. Maria Joaquina era

         filha do capitão José da Fonseca Marinho e de D. Ana Maria

         Pulquéria da Assunção (Cfr. Marinhos N 3). Filho, único q. d.:

         Tn 5) Domingos Fernandes de Lana c. c.D. Mariana Carolina da

               Rocha. Cf. N 5 de Martins Chaves.

     Bn 9) Padre Jerónimo Fernandes Lana, balizado na mencionada matriz

           do Pilar a 30- I –1762 e ordenado em Mariana a 8-I1I-1788.

     Bn10) Capitão José Fernandes de Lana.

      N 9) D. Francisca do Pilar e Lana.

      N10) D. Maria da Costa Lana, n. no Furquim, c. c. Miguel Antonio da

         Silveira, filho de João Martins Branco e de D. Micaela da

         Silveira, nat. de Nossa Senhora da Graça da Vila de Sousel,

         arceb. de de E'vora. Filhos:

  Bn11) Francisco Antonio de Lana c. c. D. Maria Joaquina de magalhães,

        nat. de B. Longa,filha de Fernando de Oliveira Magalhães,  e de

        D. Ana Maria Joaquina; neta p. d Inácio Dias e de D. Francisca 

        de Oliveira naturais do Porto; n. m. de Jorge Gonçalvês Porto e

        de D. Antonia Maria Parlada nat. de Lisboa (Cf. Nunans).

  Bn11-a) Padre José Maria de Lana, como seu irmão, nat. do Furquim,

        ordenado em seda vacante, depois de 1793. Foi coadjutor em

   Barra Longa em 1819.

 N11) José Agostinho de Lana Costa e Dantas, n. no Furquim, c. c. D.

      Maria Joaquina de Santa Clara  Filhos :

Bn12) D. Joaquina Eufrásia da Assunção e Lana n. na freg. do Furquim,

      capela de Ponte ova, c. c. José da Costa Vilas Boas, na de

      Barra Longa, filho de Inácio Manuel de Vilas Boas e D. Ana

      Maria da Costa; n. p. de Miguel de Vilas Boas. nat. de Louro

      com. de Barcelos, e de D. Beatriz da Penhã de França, nat. Do

      Rio de Janeiro: n.m. de Inácio da Costa Viveiros, da ilha

      Terceira, e de D. Clara Maria de Jesus (Cf. Gumes—V 5) (*).

      José da Costa Vilas Boas foi proprietário de uma fazenda

      denominada São Paulo, na capela de Santa Cruz do Escavado,

      filial de Barra Longa. Filhos :

      Tn 6) Silvério José da Costa Lana, na do Furquim, c. c. D.

            Idalécia Pinto de Oliveira, nat. do Pilar de Preto,

            filha de Custodio Pinto de Oliveira e de D. Ana Teixeira

            Santa Rosa, naturais de Espera  capela filial de Queluz

            de Mina Filho q. d. :

     Qn 15) Padre Joaquim José de 0liveira  Lana, nat. de São

            Batolomeu, município de Ouro Preto. Ordenado por

            do

 

(* ) Esta Clara era irmã de Maria Joaquina c. c. Bn 11 supra,

Antonio Ferreira Viçoso a 16 de março de 1850. Foi,como seu primo Manuel Dias,capelão de macaúbas. Dele disse, em Sítios e Personagens, o Padre Joaquim Silvério : «...sacerdote que registrou sua vida pelas regras da obediência, abnegação, desinteresse, e rara constância com que se dedicou ao bem do Recolhimento». Obr. cit. pag. 428.

Tn 7)  José da Costa Lana

Tn 8)  Basilio da Costa Lana

Tn 9)  Maria Joana

Tn 10) Joaquim da Costa Lana

Tn 11) João da Costa Lana

Tn 12) D. ....... c. c. José Silvério.

Tn 13) D. . . . . . . . c. c. Joaquim Casimiro (*).-Fortunato Vilas

       Boas c José Vilas Boas. Estes dons últimos são bastardos,

       Reconhecidos em testamento, feito em Santa Cruz do Escalvado

       a 7 de fevereiro de 1836. Deixou-lhes o pai umas terras

no lugar chamado Chacrinha.

Bn13) Joaquim Lourenço de Lana c. c. Maria dos  Santos. Cg.

N11-bis) Dr. Paulo José de Lana Costa e Dantas, advogado, em Vila Rica.

        (1791).

                              Cap. V

    F 5) D. Quiteria de Jesus e Lana, n. em Antonio Dias de Vila Rica, em

         cuja Matriz foi batizada a 13 de março 1718.

 

(*) O testamento menciona todos os filhos inscritos, a filha Maria Joana,

    então solteira, e os dous genros. Calou os nomes das filhas casadas

 

      Casou a 6 de  maio de 1753 com Manuel Alvares da Cruz,filho de Jacome

      Gonçalves e de D. Sebastiana Rabelo,naturais todos três de Santa

      Marinha de Taião, termo de Valença do Minho, arceb. de Braga n. p. de

      Manuel Gonçalves e de D. Maria Lopes, nascidos em Santa Eulália,

      de Cerdal n. m. de Bento Rodrigues e de Catarina Rabelo. Filhos q. d. 

  N12) Padre Luís Alvares Gondim, d. no Brumado, fre. guesia do Furquim, e

       ali batizado a 17-10-1738. Ordenou-se em Mariana a 24-9-1762. Exerceu

       o  cargo de capelão em Aparecida, dos Corregos,  filial de Nossa

       Senhora da Conceição do Mato  Dentro, comarca do Serro Frio.

  N13) D. Sebastiana Francisca de Jesus Lana c. c. o capitão Gregorio Pinto

       da Mota e Castro. Cfr. Torres—-Nota in fine. Filha:

  Bn14)D. Maria Pulqueria de Godói e Lana, nat.de São Sebastião de Mariana,

       c. c. o capitão José da Fonseca Marinho. Cfr. Marinhos-Cap. 1-3º.

       matr. de F1l.

  Bn15)D. Víolante Umbelina de Godói e Lana c. c. Domingos Fernandes de

       Brito. Cf. N 2 de D. Violaníe. Nota ao fim de Torres.

  N14) D. Ana Francisca. da Paixão, n. em Antonio Dias de V. Rica. C. no

       Furquim, a 5-10-1760, c. o  capitão Bento Alves, nat. de Santa Maria

       Madalena de Vilar de Frades, filho de Caetano Alves e de D. Maria

       Francisca. Filho:

 Bn16) Padre Bento Alves Gondim, nat. de Conceição de Mato Dentro, n. a 23-

       3-1768. Ordenado em Mariana a 24 de março de de 1792.

  N15) D. Maria Teresa de Jesus (*).

  N16) Pé. José Alves Gondim, ordenado em sede vácante de D. Fr. Manuel da

       Cruz.

 

(*) A 9 de fevereiro de 1850 foi concedida pela Camará Episcopal licen-

ça se casarem, no Serro, João Vieira Braga e D. Maria da Costa Lana,

presumir-se que esta senhora descenda também de Jean de Lanne.

 

Fontes:

 

      Autos de habilitação de genere do Padre José de Lana Porto - processo de  Baiona (1743).

      Autos de habilitação de genere do mesmo — processo do Janeiro (1744).

      Autos de habilitação de genere dos padres Joaquim Bento De Lana seu irmão; Camilo de Lelis Brito e seus irmãos; Manoel  Dias da Costa Lana, Joaquim José de Oliveira Lana, LuísAlvares Gondim e Bento Alves Gondim.

      Autos de casamento de José Mariano da Costa Lana, de João Fernandes de Lana, de Francisco Antonio de Lana e de José da Costa Vilas Boas.

      Registros paroquiais de Barra Longa.

      Informações diversas.

 

                         Alguns  documentos

      Dos autos de Baiona. Extr. do depoimento de Etienne Potel:

 

      Enquis s'il a connu et depuis quel temps Jean de Lanne Et sa femme Marie de Jesus, ayeuls maternels de laspirant, leur Metier ou office, en quel qualité et comment il les a connu, A repondu, qu'il n'a connu que le dil Jean Delanne, ayeul Maternel  de l'aspirant, il y a envirou quarante six ans, et que Lê  dit Jean de Lanne etoit orfèvre de profession, du quel le pére

Etoit mâitre orfèvre de Ia presente ville.

     Enquis si le  dit aspirant, du costée de son ayeul maternel,Est legitime vieux chrêtien, sans melange de judaïsme, mores,morisques, mulatres, chrêtiens nouveaux, heretiques, de natíon infectée, ou reprouvée de Droit, contre nôtre Sainte foy; s'il est issú de  gens nouvelement convertis; s'il a été reconnu et réputé por vieux chrêtien, net de saug de naissance, sans aucun soubçon  contraire.

     A répondu que le dit Jean De Lanne, ayeul maternel du Dit  Joseph Delanne Porto, aspirant, etoit legitime vieux chrêtien, Sans melange (dans Ia race) de judaïsme; mores, morisques,mulatres, cliretiens nouveaux, heretiques, de nation infectée,ou reprouvée de Droit contre nôtre Sainte foy; qu'il n'etoit point issú de gens novelement convertis, mais qu'il avoit :tôu-

Jours été reconnú et reputé  pour vieux chrêtien, net de sang de naissance, sans aucun soubçon au contraire.  Le même déposant, Payant véu souvent daus cette ville; mais qu'allegard du dit Joseph de Lanne Porto, le Déposant

persiste à dire, ne pás le connoitre.

    Ensuite s'est presente Sieir Jean Larüe, Bourgeois et ancien orfèvre de cette ville, age de soixante dix huit aus, ou environ, le quel de cé par nous interpellé, ayant leve la main droite, a promis et jure à Dieu de dire Verite sur ce qu'il será par Nous interrogé.

    Enquis s'il connoít Joseph Delanne Porto, fils D'Emanuél Gonsalves Porto et de Marguerite Delanne, sés p'ere et mere,leur lieu natal, celuy ou le dit Joseph a été Batizé, sa demur et son metier ou office.

    A répondu ne conoitre point le dit Joseph Delanne Porto,et ignore égalmente le surplus du dit interrogatoire.

    Enquis s'il a connu et depuis quel temps Jean de Lanne et safemme Marie de Jesus, ayeulys maternels de lspirant leur metier, ouoffice, en quelle qualitè et comment il les a connus.

    A repondu qu'il n'a connu que le dit Jean Delanne, ayeul inaternel de 1'aspirant, 1'ayant veu à Larochelle ville de France, pret à  s'embarquer  il  y a environ quarante huit ans, et que le dit Jean Dellane etoit orfevre de Profession, et son père Mâitre orfevre de Ia presente ville».

 

Do Depoimento de Guilhaume Monho :

 

    «M. Guilhaume Monho, Notaire Royal et Apostolíque, et procureur en Ia Cour ordinaire et Ecclesiastique de cette ville, age d'environ soixante treise ans, du quel serment pris, a promis et jure à Dieu de dire Vérile.

 

    «Enquis s'il a connu et depuis quel temps Jean de Lanne, etc.

   

«A répondu avoir cnnnu le dit Jean Delanne ayeul de 1'aspirant,et fils legitime d'autre Jean Delanne, mâitre orfevre de cette ville, chez

le quel il l'a veu travailler dans Ia Boutique de son dit pere, jusq'à

sa mort. aprés Ia quelle le dit Jean de Lanne fils fut s'etablir en Portugal, avec cette circonstance, qu'il n'y a que três peu d'annés que le dit Jean Delanne fils, et ayeul de 1'aspirant envoya procuration à à son frère, aussi mâitre orfevre de Ia presente ville, pour Ia redditionde son  cointe de tutelle dont etoit pourveu   Sieur Piraube. bourgeois et procureur (roído). Consulat de cette même Ville, et qu'au reste lês dits Jean de Lanne pere el fils fesoint profession de Ia Religion Catholique apostolique et Romaine ainsy que Ia famille.»

    Do mesmo teor os demais depoimentos do processo feito em Baiona.».

 

    Está assim redigido o encerramento desses autos:

   

    En foy de quoy; et pour rendre Nôtre Teimoignage plus expres etauthientique avonz signé les presentes de Nôtre Main, fait contresigner par le dit Greffe, et apposé Notre Sceau ordinaire.

  «Donné á Bayonne le Seiziême de Mars, mil sept cent quarant trois.

 

                                    Vinatier, Vicaire General

Lugar + do selo                     Lamarque, Greffier

O segundo casamento do capitão José Mariano da Costa e Lana.

Petição inicial nos autos.

 

     Exmo. e Revmo. Senhor—Dizem os Oradores Cap'". José Mariano da Costa Lana e D. Maria Cândida de S José, aquelle da Fieguezia de Barra Longa, e esta da Freg . da Madre de Deos de Rossãs Novas deste Bispado, ambos viúvos, aquelle de D. Maria Alves Xer. e esta de Christovão Dias Duarte, que ae achão justos e contractados para se receberem em Matrimonio, mas não o podem fazer sem que intervenha a piedade da Igreja, porque lhes obsta o impedimento  de consangnidade em 2º. grau mixto do lº, por ser a Mãi da Oradora Irmã do Orador só por parte paterna; e em 2º. grau de consagui-nide. da linha transversal por ser a Mãi do Orador irmã do Pai da Oradora. Os Oradores tem mutua inclinação e affecto para o Matrimonio; ao Orador ficarão doze filhos e hua Neta, dos quais cinco são pequenos, que ainda Precisão dos disvelos maternaes; e mesmo não pode dispensar de ter em Caza hua senhora,

 

que administre sua Caza tendo muitos escravos cuja moralidade o Orador não

pode promover nem zelar sem auxilio de hua Senhora que os governe, e na Oradora encontra não só os precisos carinhos para seos filhos menores em razão do parentesco, como pela sua actividade será capaz de reger sua Caza, o que o Orador por si só não pode e nem lhe convém admittir hua Senhora a quem entregasse o governo da Casa.para evitar o escândalo que se seguiria.                

 

 

Nestes termos vem os Supes. rogar a V. Excia. se Digne dispensar com elles nos referidos impedimentos, visto que tem toda dificuldade de recorrerem á Sé Appostolica, e haver falecido o InterNúncio Apostólico. Os Oradores para obterem a Dispensa, e a comutação das Penitencias offerecem voluntariamente a quantia de 350$000,sendo 200$000 para Obras pias a Arbítrio de V. Excia., e 150$000 para obras; e reparos de sua Matriz da Barra Longa, e por serem am-

bos viúvos, e já idosos suplicão mais a Dispensa de proclamas pago respectivo Direito.

       P. a V. Excia. Rvma. a graça de os dispensar ajuntando o Attestado

do Rrno. Parodio que comprova todo o allegado Et Orabunt ad Dominum.

  (Despacho)

Proceda-se nas diligencias do estilo.

Marna. 20 de Agosto de 1857. Por

delegação de S. Excia. Rma.

Paula  (*)

Primeiro casamento do capitão José Mariano da Costa e Lana.

Registo no livro 4º. de casamentos de B. Longa, fl.1

 

    «Aos vinte e quatro de Outubro de mil oitocentos e dezasete na capella de Sam Gonçalo o Reverendo Vigário Joàn Ferreira de Souza de licença minha assestio ao Sacramento do Matrimonio que entre si selebrarão com palavras de prezente e mutuo consentimento os Contraentes Jozê Mariano da Costa e Lana filho legitimo de jozê da Costa Mole e D. Francisca Maria Angélica já falecida, e Dona Maria Alves Xavier filha legitima do Capitão Francisco Xavier da Costa e Dona josefa Maria Alves os quaes se mostrarão habilitados por Provisão do m. Reverendo Doutor Provizor e Vigário Geral do Bispado a qual fica em meu poder e lhes deo as bênçãos nupciaes na forma do Ritual Romano e forão tts. o Capitão Sebastião Ferra- Rabello e o Alferes Manuel Gonçalves Mole e para constar mandei fazer este que vai por mim somente assignado. O Vigário Antonio joze de Mello e Lima.

 

(*) Arcipreste Francisco Rodrigues de Paula, Vigário Geral de D. Viçoso

desde 1844 até 1861  Primeiro casamento de D. Maria Cândida de São ]osé

 

Certidão (*)

     A quatorze de  junho de mil oitocentos e vinte annos na Capella de São Gonçalo do Rio Abaixo, filial desta Matriz, feitas as denunciações, e tudo o que determina o Sagrado Concilio Tridentino, sem constar impedimento algum, com provisão do ilustríssimo e Reverendissimo Doutor Marcos Antonio Monteiro, Governador deste Bispado de Marianna, o Reverendo Camillo de Leilis Brito, de licença do Reverendo Vigário Antonio de Affonseca Vasconcellos assistiu ao sacramento do matrimonio que cóntrahiram por palavras de presente in facie ecciesiae Christovam Dias Duarte filho legitimo de Christovam Dias Duarte e de Rita Jacinta de Jesus natural da freguezia de São João, e Maria Cândida de São José, filha legitima do Alferes Venancio da Costa Santos e de Antonia Maria de Jesus, natural e moradora nesta freguezia.e logo lhes deu as bênçãos nupciaes na forma do ritual romano, sendo testemunhas o Reverendo José Dias Duarte e o capitão Ignacio Mendes de Magalhães, de que fiz este assento e assignei. O Coadjutor Antonio da Costa

Arvore Genealógica de acordo com os três documentos precedentes.           

 

 

 

Antonio da Costa Santos e     D. Ana Rosa da Conceição                                                            

 

                      

  

Alferes Venancio da Costa

Santos

D. Francisca Maria Angélica

José Mariano Costa e Lana — Orador

D. Maria Cândida  Oradora

Pelo tronco (l) 2º. mixto de 1º. grau (tio com sabrinha). — Pelo tronco (II) 2º. grau igual (primos)

 

(*) Devo esta certidão a gentileza do sr. cel. Pedro Motta, diligente ia-* vestigador residente em Santa Bárbara.Minas.

 

 

Casamento de Manuel e Quiteria       

 

     «Aos ,seis dias do mez de Mayo de mil sete centos e trinta e três às quatro horas da tarde pouco mais ou menos depois de feitas as denunciaçoens na forma do Sagrado Concilio Tridenti no nas freguezias desta Vila e na do Bom Jesus do Forquim aonde o contrahente he morador e na minha prezença se cazarão por palavras de prezente nesta Matriz Manoel Alvares da Cruz f. legitimo de Jacome Gonçalves e de sua molher Sebastiana de Ávila Rebelo natural e baptizada na Freguezia de S.Marinha de Taião termo de Valença do Minho, Arcebispado de Braga e de prezente morador na do Bom Jesus do Monte do

Forquim comarca do Ribeirão do Carmo, com Quiteria de Lana de Jesus, filha legitima de João de Lana e de sua molher Maria de Jesus já defunta, natural e moradora desta Freguezia de António Dias depois de terem justificado deante do Reverendo Vigário da Vara não terem impedimento algum e serem solteiros,

livres e desimpedidos e o contrahente haver dado Fiança a Banhos da sua Pátria e sendo prezentes por testemunhas Bernardo Ventura e José Corrêa Maya q. assignarão comigo : E. logo lhes dei as Bênçãos conforme os Ritos da Santa Madre Igreja de que fis este assento dia ut supra. O Padre Coadjutor Nicolas Barreto de Gusmão».

 

   (Fl. 12 do liv. dos casados em Antonio Dias de O. Preto no ano de 1733—Certidão nos autos de genere do Padre luís Alvares Gondim)

 

Uma petição do Padre luís Alvares Gondim

 

       «Diz Luiz Alz. Gondim Presbítero Secular q. na sua Ordenação neste Bispado não tem apresentado Certidão do Batismo do seu Avô Materno e porque a dita certidão se acha nos autos de seu Primo Irmão o Rdo. Joze de Lana Porto descendente do       mesmo tronco, pelloq.___________________________________       _________________________P. a VM"- seja servido   mandar que o Rdo. Escrivão da Camará apense a dº certidã   aos autos do Rdo-.Supp- pº- vm. ser servido alivialo da d obrigação.

                                                    E. R. M.

   (Despacho) Como pede.

Corrêa

 

                       

Batismo do Padre Bento Alves Gondim

 

     «Aos seis dias do mez de Abril de mil sete centos e sessenta e oito annos nesta Capella dos Corgos de Nossa SenhoraAparecida dos Corgos,  filial da Matriz de Nossa Senhora da Conceição do Matto Dentro do Serro baptizou o Reverendo Doutor Nicolao da Silva Bello e pôs os .Santos óleos solemnemente a Bento innocente filho legitimo de Capitão Bento Alves e Dona Anna Francisca da Paixão forão padrinhos o Capitão Francisco Corrêa Dias com procuração de Joze da Rocha Pinto e D. Maria Thereza de Jesus irmã do Reverendo Capellão Luiz Alves Gondim todos deste arrayal nasceo aos vinte e três de Março do

dito anno Avós Paternos e Maternos a folhas noventa e oito para constar fiz este que assignei era ut supra o Capellão o Padre Luiz Alves Gondim.

    

     (No livro de matrículas de ordinandos desta Arquidiocese de Mariana o nome do padre Luís é Luís Alvares Gondim.

 

Adenda

        

                        A

Depois de N 2, no Cap. I, acrescente-se :

   

N 2 bis) D. Quitéria Ascensa de Andrade, nat de São Bartolomeu, c. c.

       Antonio Alves Passos, n. na vila e freguesia de São Martinho de Mó,

       termo de Viana, filho de Luís Francisco Passos e de Mariana Alves

       do Vale; Luís, nat. de São Miguel de Alvarães.

       Filhos :

       Bn a) Padre Francisco Alves de Brito Passos e Lana, natural de São   

             Bartolomeu. Ordenado a 22 de  dezembro de 1787.

       Bn b) Antonio Alves Passos.

       Bn c) Severo do Espirito Santo Passos.

       Bn d) Severino José de Lana Passos.

     (Cl. Autos de genere de Bn a e seus irmãos)

                   B

Depois de Bn 7, no Cap. III, acrescente-se:

 

N7 bis) Antonio Dias da Costa Lana, n. em Itabira do Campo, c. em São

        Gonçalo do Rio Abaixo, c. D. Ana Quitéria do Sacramento. Filho q.

        d.:

        Bn 7 bis) Joaquim Dias da Costa. Lana.

                            C

        Depois de Bn 13, no Cap. IV, acrescente-se;

 

N11 bis)D. Ana Margarida de Jesus e Lana, n. cm Vila Rica(Pilar). Faleceu

        solteira, em São Caetano, a 31 de julho de 1805. Era abastada

        possuindo lavras em São Caetano, no Inficionado e no Sumidouro. Foram

        seus herdeiros o Padre Francisco Leite de Brito, seu primo,morador na

        Cachoeira do Brumado (1805-1809), sua irmã, o N  11  ter infra, e o

        seu sobrinho-neto, Padre Francisco Alves de Brito Passos e Lana.

        D. Teresa de Jesus e Lana.

 

 

 

 

                  I N D I C E

 

 

Prefácio                                             V

Abreviaturas                                         IX

Como nasceu este livro                               X

Abreu e Silva (Cf. Adendas)                          166  

Abreu Lima                                           515  

Aires Gomes                                          487

Almeida                                              399

Alves Torres                                         305

Barbosa Lage                                         506

Barreto Bicudo                                       517

Belmiro Xavier                                       311

Belos                                                391

Bento Salgado                                        408

Comargos (Cf. Adendas)                               333

Carneiro Leão                                        474

Carneiros                                            127

Castelo Branco                                       347

Corrêa e Castro                                      265

Costa Negreiros                                      407

Costa Santos                                         213

Cotas                                                140

Dias Ladeira                                         125

Drumonds                                             439

Duarte Pinto, em Adendas                             255  

Fernandes da Conceição                               390

Freires Coelhos                                      434

Freires de Moura                                       1

Gomes (CL Adendas)                                   384

Gomes Cândido(Cf. Adendas)Gomes Carneiro             405

Gonçalves Carneiro                                   404

Guerra Leal                                          396

Hortas (Cf. Gomes)                                   511

Jardins                                              432

Lanas                                                185

Lemes (Cf. Castelo Branco )                          508

Machado de Magalhães                                 270

Magalhães                                            171

Manuel da Cruz (Dom Frei)                            410

Marinhos (Cf. Adendas)                               288

Martins                                               62

Martins Chaves                                       308

Matias Barbosa                                       424

Milagres                                             521

Mol (Cl. Adendas)                                    42

Negreiros                                            329

Nogueira da Gama                                     457

Nunans                                               409

Osórios                                              326

Pais de Almeida                                      300

Pereira Garro                                        522

Pereira Guimarães (Cf. Adendas)                      218

Pinto de Castro                                      401

Pontes                                               367

Queiroses, em Adendas                               

Rabelos                                              88  

Rebordões                                            502

Rocha Viera                                          169

Rodrigues Afonso                                     402

Rolas ( Cf.Adendas )                                 237

Romeiros                                             373

Sacerdotes Inscritos                                 522

Santos Malta e Salazar                               403

Sete Camara                                          274

Silva Brandão                                        397

Silva Ferreira                                       184

Silva Martins                                        448

Sobreiros                                            165

Souza Monteiro ( Adendas )                          

Torres                                               256

Trindades                                            315

Veloso de Miranda                                    345

Vieira Braga                                         502

Vieira Souza                                         92

Xavier da Costa ( Cf. Adendas )                      58

 

 

 

 

 

 

 

____________________